Caro(a) Leitor(a);
Imagine por um momento que está recostado a observar as nuvens vermelhas alaranjadas desta Fotografia da Semana. Que formas consegue distinguir? Uma galinha a debicar sementes no chão? Uma cabeça de dragão? Ou outra coisa qualquer?
Estas estruturas que nos estimulam pareidolia tratam-se de Gum 10 e Gum 11, um par de nebulosas, ou seja, aglomerados de gás e poeira no espaço interestelar. Visíveis principalmente a partir do hemisfério sul, estas nebulosas fazem parte de um complexo maior, no qual se estão a formar estrelas. Gum 10 é a nuvem mais brilhante, que ocupa a maior parte da imagem, enquanto Gum 11 é a nuvem mais ténue que vemos embaixo à esquerda. O brilho intenso deve-se à interação entre o hidrogénio e as estrelas quentes e massivas que se aninham no seio de cada nebulosa. As estrelas emitem luz ultravioleta com energia suficiente para arrancar electrões aos átomos, dando origem a iões. Estes electrões acabam por se recombinar com os iões de hidrogénio, o que provoca a emissão de luz visível, neste tom vermelho específico que vemos na imagem. As zonas pretas na nebulosa provêm da poeira que bloqueia a luz emitida pelas estrelas que se encontram por trás dela.
Esta imagem foi capturada pelo VLT Survey Telescope (VST), que celebra hoje o 15.º aniversário da sua primeira luz! O VST partiu de uma iniciativa conjunta entre o ESO e o Observatório Astronómico de Capodimonte (OAC), parte do Instituto Nacional de Astrofísica de Itália (INAF). Atualmente, o VST é gerido exclusivamente pelo INAF, estando em operação no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Os dados que deram origem a esta imagem foram obtidos no âmbito do VPHAS+, um projeto que utiliza o VST para observar o plano da nossa Galáxia, a Via Láctea, com o objetivo de compreender melhor o ciclo de vida das estrelas.
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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios. Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/
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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
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