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sábado, 15 de agosto de 2026

Descoberta a evidência mais forte até à data que Betelgeuse possui uma companheira

Caro(a) Leitor(a)




Imagens VLT de Betelgeuse e da sua companheira (Créditos: ESO/M. Montargès et al. Background: N. Rissinger (skysurvey.org))

"A conclusão duma busca de um século"


Finalmente, os astrónomos obtiveram provas concretas de que Betelgeuse, uma das estrelas mais famosas do céu noturno, não está sozinha. Com o auxílio do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma equipa liderada pelo investigador francês Miguel Montargès obteve a imagem mais nítida de sempre do que é provavelmente Betelgeuse B, a estrela companheira de Betelgeuse. "Trata-se da conclusão de uma busca que durou um século," afirma Montargès.

Mostrámos que Betelgeuse não está sozinha, mas sim acompanhada por uma companheira estelar pouco brilhante", afirma Montargès, astrónomo do Observatório de Paris - PSL, França, e autor principal do estudo publicado hoje na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. Betelgeuse, uma estrela avermelhada da constelação de Orion, facilmente visível a olho nu e conhecida pelas suas variações de brilho, é observada há milénios. No entanto, continua a surpreender os astrónomos.

"Dei um salto da cadeira quando vi as imagens processadas", recorda Montargès. Os astrónomos andam à procura da potencial companheira de Betelgeuse, inicialmente proposta para explicar as variações de brilho de Betelgeuse, há cerca de um século, mas sem sucesso até agora. Dois estudos publicados em 2024 previam de forma robusta que, em Dezembro desse mesmo ano, a companheira estaria o mais afastada possível de Betelgeuse e, por isso, seria mais fácil de detectar. Montargès e a sua equipa puseram mãos à obra, observando a estrela com o VLT do ESO em Dezembro de 2024 e dedicando vários meses ao processamento dos dados.

"Sinceramente, pensei que não íamos ter sensibilidade suficiente para detectar Betelgeuse B tal como tinha sido previsto", explica Montargès. "No entanto, como esta companheira tem mais massa do que o previsto, conseguimos vê-la!" Inicialmente pensava-se que Betelgeuse B tinha aproximadamente a mesma massa que o Sol, contudo as novas observações revelaram que esta estrela tem, na verdade, cerca de duas a três vezes a massa solar. "O facto de ainda conseguirmos descobrir uma companheira próxima, mais massiva e mais brilhante do que o nosso Sol, em torno de uma estrela tão bem estudada é notável", afirma Montargès. "Estes são dos melhores momentos da ciência: descobrir algo novo, inesperado."

A imagem de Betelgeuse B foi capturada diretamente, o que significa que foi detectada a luz da própria estrela, com o instrumento SPHERE montado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama. Embora já houvesse indícios da existência desta estrela companheira, incluindo uma possível detecção direta com o Telescópio Gemini North, no Havai, EUA, esta é a prova mais forte e a imagem mais nítida que temos de Betelgeuse B até à data. "É notável ver como o SPHERE e as técnicas avançadas de pós-processamento de imagens, originalmente desenvolvidas para encontrar exoplanetas, são igualmente excelentes na detecção de uma companheira em torno duma estrela evoluída e de grande massa, como é o caso de Betelgeuse", afirma o coautor Anthony Boccaletti, também astrónomo do Observatório de Paris.

"Para termos a certeza absoluta de que esta companheira existe realmente, ainda temos de a observar dentro de um ano, quando se encontrar do outro lado da estrela, contudo já não há praticamente margem para dúvidas", acrescenta Montargès.

Há alguns anos, Betelgeuse foi alvo da atenção tanto de astrónomos como do público em geral quando começou a escurecer visivelmente. Sendo uma estrela supergigante evoluída, espera-se que Betelgeuse termine a sua vida sob a forma de uma explosão de supernova, e o seu escurecimento levou algumas pessoas a especular que a estrela poderia estar prestes a explodir. Nessa altura, um grupo de astrónomos liderado por Montargès estudou a estrela com o VLT do ESO e descobriu que, na realidade, Betelgeuse se encontrava obscurecida devido a uma nuvem de poeira.

A potencial detecção de Betelgeuse B levará os astrónomos a investigar de que forma a companheira poderá afetar a explosão de supernova esperada de Betelgeuse. "A questão de saber se esta companheira terá ou não um impacto na evolução da supergigante vermelha está verdadeiramente em aberto", conclui Montargès.

Informações adicionais

Este trabalho de investigação foi descrito num artigo científico intitulado “VLT/SPHERE images the candidate companion of Betelgeuse” publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics.

A equipa é composta por: M. Montargès (Laboratoire d'Instrumentation et de Recherche en Astrophysique, Observatoire de Paris, Université PSL, Sorbonne Université, Université Paris Cité, CY Cergy Paris Université, CNRS, França [LIRA]), A. Boccaletti (LIRA), O. Flasseur (Universite Claude Bernard Lyon 1, Centre de Recherche Astrophysique de Lyon UMR5574, ENS de Lyon, CNRS, França), A. de Koter (Universidade de Amesterdão, Instituto de Astronomia Anton Pannekoek, Países Baixos), J. Milli (Univ. Grenoble Alpes, CNRS, IPAG, França), P. Kervella (Laboratório de Astronomia franco-chileno, IRL 3386, CNRS e U. de Chile, Chile e LIRA), S. Ridgway (National Optical Astronomy Observatory, EUA), E. Bordier (I. Physikalisches Institut der Universität zu Köln, Alemanha), E. Lagadec (Université Côte dAzur, Observatoire de la Côte dAzur, CNRS, Laboratoire Lagrange, França), A. K. Dupree (Center for Astrophysics-Harvard & Smithsonian, EUA), F. Backs (Instituto de Astronomia, KU Leuven, Bélgica), T. Calderwood (American Association of Variable Star Observers, EUA [AAVSO]), e P. Morgan (AAVSO).

O Observatório Europeu do Sul (ESO) ajuda cientistas de todo o mundo a descobrir os segredos do Universo, o que, consequentemente, beneficia toda a sociedade. No ESO concebemos, construímos e operamos observatórios terrestres de vanguarda — os quais são usados pelos astrónomos para investigar as maiores questões astronómicas da nossa época e partilhar com o público o fascínio pela astronomia — e promovemos colaborações internacionais em astronomia. Fundado em 1962 como organização intergovernamental, o ESO é hoje apoiado por 16 Estados Membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Chéquia, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça), para além do Chile, o seu país de acolhimento, e da Austrália como Parceiro Estratégico. A Sede do ESO e o seu centro de visitantes e planetário, o Supernova do ESO, situam-se perto de Munique, na Alemanha, enquanto o deserto chileno do Atacama, um lugar extraordinário com condições únicas para a observação dos céus, acolhe os nossos telescópios. O ESO mantém em funcionamento três observatórios: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, assim como telescópios de rastreio, tal como o VISTA. Ainda no Paranal, o ESO acolherá e operará a rede sul do Cherenkov Telescope Array Observatory, o maior e mais sensível observatório de raios gama do mundo. Juntamente com parceiros internacionais, o ESO opera o ALMA no Chajnantor, uma infraestrutura que observa o céu milimétrico e submilimétrico. No Cerro Armazones, próximo do Paranal, estamos a construir “o maior olho do mundo virado para o céu” — o Extremely Large Telescope do ESO. Dos nossos gabinetes em Santiago do Chile, apoiamos as nossas operações no país e trabalhamos com parceiros chilenos e com a sociedade chilena.

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Miguel Montargès
LIRA, Observatoire de Paris, PSL University
Paris, France
Tel: +33 (0)1 45 07 76 95
Email: miguel.montarges@observatoiredeparis.psl.eu

Anthony Boccaletti
LIRA, Observatoire de Paris, PSL University
Paris, France
Email: anthony.boccaletti@observatoiredeparis.psl.eu

Bárbara Ferreira
ESO Media Manager
Garching bei München, Germany
Tel: +49 89 3200 6670
Telm: +49 151 241 664 00
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Margarida Serote (Contacto de imprensa em Portugal)
Rede de Divulgação Científica do ESO e Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço,
Tel: +351 964951692
Email: eson-portugal@eso.org

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Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso2611, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contacto local com os meios de comunicação social, em ligação com os desenvolvimentos do ESO. A representante do nodo português é Margarida Serote.


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Fonte / Créditos: Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) / Publicado 28/07/2026

https://www.eso.org/public/portugal/news/eso2611/

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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Eclipse solar total da Groenlândia.

Caro(a) Leitor(a)















Crédito da imagem e direitos autorais : Aditya Madhavan.

Explicação: Em 12 de agosto , a sombra da Lua estendeu-se para tocar nosso belo planeta. Começando no Oceano Ártico, percorreu uma estreita faixa que levou a escura umbra lunar através de partes da Groenlândia, Islândia, Atlântico, Portugal e norte da Espanha . E por um instante, os habitantes da Terra que se encontraram com céus limpos sob a sombra da Lua puderam testemunhar um eclipse solar total. Depois de contornar as intempéries pelo mar e pousar no fiorde de Rype, na costa leste da Groenlândia (71,07055N, 27,71252W), esta foto conquistada com muito esforço foi capturada às 17:33:26 UTC. Isso está próximo do início da abertura do céu ao longo da faixa de totalidade , então a imagem provavelmente é uma das primeiras visões desobstruídas do Sol totalmente eclipsado . Através de uma abertura nas nuvens, a impressionante foto também registra um dos anéis de diamante transitórios deste eclipse e a magnífica coroa solar emergindo perto do momento em que a totalidade começou.

Mais imagens espetaculares do eclipse: Eclipse Solar de 12 de agosto de 2026.


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Autores e editores: Robert Nemiroff ( MTU ) e Jerry Bonnell ( UMCP )
Representante da NASA: Amber Straughn Direitos específicos se aplicam .
Privacidade na Web da NASA , Acessibilidade , Avisos ;
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Fonte / Créditos: NASA / Publicado 14/08/2026

https://apod.nasa.gov/apod/ap260814.html

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Eclipse solar total sobre a Espanha

Caro(a) Leitor(a)





















Crédito da imagem e direitos autorais: Ruiyu Zhang

Explicação: Em 12 de agosto de 2026, a Lua eclipsou totalmente o Sol e projetou sua sombra sobre a Sibéria, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. A imagem de hoje mostra dois eclipses solares totais vistos de Saragoça, Espanha : um sobre a Catedral-Basílica de Nossa Senhora do Pilar e o outro refletido no Rio Ebro. Por alguns instantes, a Espanha presenciou seu primeiro grande eclipse solar total desde 1905. Quem testemunhou a totalidade pode ter sentido um frio no ar, o silêncio dos pássaros, o chilrear confuso dos insetos e a admiração compartilhada por muitos. É a hora da coroa solar brilhar, enquanto o disco brilhante do Sol é bloqueado pela Lua. Entre outros motivos para estudar eclipses , eles ajudam os cientistas a entender por que a coroa solar é milhões de graus mais quente que a superfície do Sol. Cidadãos interessados​​podem contribuir para esses estudos registrando como a vida selvagem reage, fotografando a coroa solar e monitorando a temperatura do ar e as nuvens.

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Fonte / Créditos: NASA / Publicado 13/08/2026

Eclipse solar total sobre a Espanha

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Eclipse Solar Total de 2026

Caro(a) Leitor(a)













Esta imagem composta mostra a progressão de um eclipse solar total ao pôr do sol em San Millán de los Caballeros, Espanha, na quarta-feira, 12 de agosto de 2026. Um eclipse solar total foi visível em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Oceano Atlântico, Espanha e uma pequena porção de Portugal. Um eclipse parcial foi visível em partes dos EUA, na maior parte do Canadá, em grande parte da Europa e no noroeste da África.

Crédito da imagem: NASA/Bill Ingalls

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Fonte / Créditos: NASA /  Publicado 12/08/2026

https://science.nasa.gov/image-detail/amf-d4f7c1cd-9e4a-46d8-943a-28ab37b2378d/

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