Foram publicados no ano passado cerca de 1150 estudos com o auxílio de dados colectados nos observatórios do ESO — trata-se do segundo ano consecutivo em que as publicações foram superiores a 1100. É também o nono ano consecutivo em que observacões levadas a cabo nos observatórios do ESO contribuíram para mais de um milhar de artigos publicados. O Departamento de Biblioteca, Documentação e Serviços de Informação do ESO atualizou as suas estatísticas de publicação para incluir 2025, apresentando a contribuição de cada infraestrutura do ESO [1].
Tal como em anos anteriores, as contribuições mais significativas para estas publicações continuam a vir do Very Large Telescope (VLT) do ESO e do seu Interferómetro (VLTI), que forneceram dados para cerca de 670 estudos em 2025. A enorme variedade de instrumentos destas infraestruturas, aliada à localização do Observatório do Paranal no deserto chileno do Atacama, um local com condições de observação únicas incluindo céus muito escuros e noites límpidas, tornam estas instalações uma referência na astronomia realizada a partir do solo. O MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) continua a ser, de há seis anos para cá, o instrumento mais produtivo do VLT/I, com dados por ele obtidos a contribuírem para mais de 200 artigos publicados em 2025. Um destaque do MUSE do ano passado foi a publicação duma imagem de um milhar de cores extremamente detalhada da Galáxia do Escultor. Outro destaque do VLT publicado o ano passado foi a descoberta de um planeta numa órbita perpendicular a um par de estrelas, que usou dados do UVES (Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph), o segundo instrumento do VLT mais produtivo, com mais de 120 artigos publicados em 2025.
As infraestruturas de rastreio, o VISTA (Visible and Infrared Telescope for Astronomy) e o VST (VLT Survey Telescope) [2], também situadas no Observatório do Paranal, contribuíram com dados para mais de 100 artigos publicados. Dados obtidos com os telescópios do Observatório de La Silla, o primeiro observatório do ESO, contribuíram para aproximadamente 200 estudos publicados o ano passado, um aumento relativo aos 177 de 2024, o que mostra que este observatório permanece na vanguarda da investigação, especialmente graças a instrumentos como o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) montado no telescópio de 3,6 metros do ESO.
O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que o ESO opera em conjunto com os seus parceiros internacionais, forneceu dados para mais de 550 artigos em 2025. Destes, cerca de metade utilizaram dados obtidos durante o tempo de observação destinado a astrónomos a trabalhar na Europa. Como destaque dos estudos do ALMA publicados o ano passado temos a descoberta de oxygénio na mais distante galáxia conhecida e observações da formação de um novo sistema solar. Perto do ALMA, o Atacama Pathfinder Experiment (APEX), que foi operado e acolhido pelo ESO até ao final de 2025, levou à publicação de cerca de 45 artigos o ano passado. Destes, cerca de 20 utilizaram dados obtidos durante o tempo de observação do ESO no APEX.
Um número recorde de publicações utilizaram dados do Arquivo Científico do ESO, com cerca de 530 artigos a fazerem uso parcial ou exclusivo de dados do arquivo científico, o que fez de 2025 o ano com a maior percentagem de publicações do ESO que utilizaram o arquivo, 46%, destacando bem o valor de observações antigas na investigação astronómica de ponta. Além disso, mais de um quarto de todas as publicações de 2025 basearam-se apenas em dados de arquivo, sem quaisquer observações do ESO a serem obtidas pelos próprios autores.
Este número impressionante de publicações destaca bem o papel vital que o ESO desempenha no avançar da nossa compreensão do Universo, o que só é possível graças ao trabalho da comunidade astronómica alargada e do pessoal do ESO, à tecnologia avançada das infraestruturas do ESO e ao apoio constante dos Estados Membros do ESO e do Chile.
Notas
[1] Os artigos podem usar dados de mais de uma infraestrutura, por isso o número total não pode ser calculado por adição de todas as publicações dos observatórios individuais.
[2] O VST foi desenvolvido como um projeto conjunto entre o ESO e o Observatório Astronómico de Capodimonte, pertencente ao Instituto Nacional de Astrofísica italiano (INAF). A partir de 1 de Outubro de 2022, este projeto passou a ser da inteira responsabilidade do INAF, sendo acolhido pelo ESO no Paranal. Foram incluídos nas estatísticas apenas os artigos baseados (inteira ou parcialmente) em dados obtidos durante o tempo de observação do VST destinado ao ESO.
Mais informações
As estatísticas aqui apresentadas são derivadas da Bibliografia de Telescópios do ESO (telbib), uma base de dados que contém os artigos científicos publicados com júri de leitura pela comunidade de utilizadores do ESO, desenvolvida e selecionada pelo Departamento de Biblioteca, Documentação e Serviços de Informação do ESO. Apesar de programas de procura e extração de texto serem aplicados na seleção de artigos com dados do ESO da literatura geral, cada artigo é posteriormente examinado atentamente pelos curadores antes de ser adicionado à base de dados, de modo a garantir que todos os artigos inseridos na telbib usam parcial ou exclusivamente dados obtidos nas infraestruturas do ESO, para os quais o tempo de observação foi recomendado pelo ESO. A interface pública da telbib fornece visualizações de resultados de busca, incluindo gráficos em tempo real e diagramas pré-definidos.
Links
Contactos
Uta Grothkopf
Head of ESO’s Library, Documentation, and Information Services Department
Garching bei München, Alemanha
Tel: +49 89 3200 6280
Bárbara Ferreira
ESO Media Manager
Garching bei München, Alemanha
Tel: +49 89 3200 6670
Obrigado pela sua visita e volte sempre!