Quem sou eu

Minha foto
Sou economista, escritor e divulgador de conteúdos sobre economia, pesquisas científicas em geral e Economia Espacial, a nova fronteira do capital

Projeto do Edifício de Gravidade Artificial-The Glass-Para Habitação na Lua e Marte

Asteroide Bennu contêm os blocos de construção da Vida

Sonda Parker: O Sistema Solar Visto de Perto do Sol

Conceito Elevador Espacial

2º vídeo sobre o Conceito do Elevador Espacial

Hubble da NASA rastreia a história oculta da galáxia de Andrômeda

Botão Twitter Seguir

Translate

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Astrônomos local distante planeta Urano-like: Primeiro 'gelo gigante' planeta encontrado em outro sistema solar

Caro Leitor(a),


Outubro 15, 2014

Fonte: Ohio State University
Resumo:
Nosso ponto de vista de outros sistemas solares ficou um pouco mais familiar, com a descoberta de um planeta 25 mil anos-luz que se assemelha a nossa própria Urano. Os astrônomos descobriram centenas de planetas ao redor da Via Láctea, incluindo planetas rochosos semelhantes à Terra e planetas gasosos semelhantes a Júpiter. Mas há um terceiro tipo de planeta em nosso sistema solar - gás da peça, parte do gelo - e esta é a primeira vez que alguém viu um gêmeo para os nossos chamados planetas "gigantes de gelo", Urano e Netuno.
Nosso ponto de vista de outros sistemas solares ficou um pouco mais familiar, com a descoberta de um planeta 25 mil anos-luz que se assemelha a nossa própria Urano.
Os astrônomos descobriram centenas de planetas ao redor da Via Láctea, incluindo planetas rochosos semelhantes à Terra e planetas gasosos semelhantes a Júpiter.Mas há um terceiro tipo de planeta em nosso sistema solar - gás da peça, parte do gelo - e esta é a primeira vez que alguém viu um gêmeo para os nossos chamados planetas "gigantes de gelo", Urano e Netuno.

Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Radek Poleski, pesquisador pós-doutorado na Universidade do Estado de Ohio, descreveu a descoberta em um documento publicado online no The Astrophysical Journal .
Enquanto Urano e Netuno são na sua maioria composta de hidrogênio e hélio, ambos contêm quantidades significativas de gelo de metano, o que lhes dá a aparência azulada. Tendo em conta que o planeta recém-descoberto está tão distante, os astrônomos não pode dizer nada sobre sua composição. Mas sua distância da sua estrela sugere que é um gigante de gelo - e uma vez que a órbita do planeta se assemelha ao de Urano, os astrônomos estão considerando-a um análogo de Uranus.

Independentemente disso, o recém-descoberto planeta leva uma vida turbulenta: ele orbita uma estrela em um sistema estelar binário, com a outra estrela perto o suficiente para perturbar a órbita do planeta.

A descoberta pode ajudar a resolver um mistério sobre as origens dos gigantes de gelo em nosso sistema solar, disse Andrew Gould, professor de astronomia na Universidade de Ohio.
"Ninguém sabe ao certo por que Urano e Netuno estão localizados na periferia de nosso sistema solar, quando os nossos modelos sugerem que eles devem ter se formado mais próximo do Sol", disse Gould. "Uma idéia é que eles fizeram forma muito mais próxima, mas foram empurrados ao redor por Júpiter e Saturno e bateu mais longe."

"Talvez a existência deste planeta Urano-like está ligado a interferência da segunda estrela", continuou ele. "Talvez você precise de algum tipo de empurrões para fazer planetas como Urano e Netuno."

O sistema binário de estrelas está situado em nossa galáxia da Via Láctea, na direção de Sagitário. A primeira estrela é cerca de dois terços a massa do sol, tendo a segunda estrela é cerca de um sexto a massa. O planeta é quatro vezes mais massivo que Urano, mas orbita a primeira estrela a quase exatamente a mesma distância que Urano orbita o nosso sol.

Os astrônomos avistaram o sistema solar devido a um fenômeno chamado microlente gravitacional - quando a gravidade de uma estrela concentra a luz de uma estrela mais distante e ampliá-lo como uma lente. Muito raramente, a assinatura de um planeta que orbita a estrela lente aparece dentro desse sinal de luz ampliada.

Neste caso, houve dois eventos separados microlente, um em 2008, que revelou a estrela principal e sugere a presença do planeta, e um em 2010, que confirmou a presença do planeta e revelou a segunda estrela. Ambas as observações foram feitas com o telescópio Warsaw 1,3 metros no Observatório de Las Campanas, no Chile, como parte do Experimento Óptico Lentes Gravitacionais (OGLE).

Poleski liderou a análise, o que implicou que combina as duas observações OGLE.Quando o fez, ele foi capaz de calcular as massas das duas estrelas e para o planeta, e suas distâncias um do outro - um feito que, segundo ele, só pode ser feito por meio de microlente.
"Só microlente pode detectar estes gigantes de gelo frias que, como Urano e Netuno, estão longe de suas estrelas. Esta descoberta demonstra que a microlente é capaz de descobrir planetas em órbitas muito largas", disse Poleski.

"Tivemos a sorte de ver o sinal do planeta, sua estrela, e a estrela companheira. Se a orientação tivesse sido diferente, que teria visto apenas o planeta, e provavelmente teria chamado um planeta de livre flutuação" , acrescentou.

Os eventos de 2008 e 2010 fazem parte do banco de dados OGLE, que contém 13.000 eventos de microlente que foram registrados desde o início do projeto. Parte do trabalho de Poleski no estado de Ohio implica software escrito para minar o banco de dados para outras conexões possíveis que poderiam levar a descobertas adicionais planeta - incluindo mais gigantes de gelo.

Os co-autores no papel veio de Observatório Warsaw University, Chungbuk National University, University of Cambridge, Universidade de Pequim, Instituto de Estudos Avançados, e Universidad de Concepción, no Chile.

O financiamento para este trabalho veio do Conselho Europeu de Investigação, o Presidente Thomas Jefferson para a descoberta e a exploração do espaço, do Ministério da Ciência polonês e Ensino Superior, a Fundação Nacional da Coréia Research, da Academia Chinesa de Ciências e da National Science Foundation.

Fonte da história:
A história acima é baseada em materiais fornecidos pela Universidade do Estado de Ohio . O artigo original foi escrito por Pam Geada Gorder. Nota: Os materiais pode ser editado para conteúdo e duração.

Jornal de referência :
1.      Radosław Poleski, Jan Skowron, Andrzej Udalski, Cheongho Han, Szymon Kozlowski, Łukasz Wyrzykowski, Subo Dong, Michał K. Szymański, Marcin Kubiak, Grzegorz Pietrzyński, Igor Soszynski, Krzysztof Ulaczyk, Paweł Pietrukowicz, Andrew Gould. TRIPLE microlente OGLE-2008- BLG-092L: SISTEMA ESTELAR binário com um PLANETA CIRCUMPRIMARY URANO-TYPE . The Astrophysical Journal , 2014; 795 (1): 42 DOI: 10.1088 / 0004-637X / 795/1/42

Universidade do Estado de Ohio. "Os astrônomos detectar distante planeta Urano-like: Primeiro 'gigante de gelo' planeta encontrado em outro sistema solar."ScienceDaily. ScienceDaily, 15 de outubro de 2014 <www.sciencedaily.com/releases/2014/10/141015101337.htm>.

Quinta-feira, 16 de outubro, 2014

  
“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.








quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Telescópio Espacial James Webb

Caro Leitor(a),

O Telescópio Espacial James Webb 




https://jwst.nasa.gov


“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.








quarta-feira, 17 de maio de 2017

De onde vem o oxigênio que respiramos?

Caro Leitor(a),

A Amazônia recebeu o título de "pulmão do mundo" injustamente. Somadas, as espécies de algas marinhas e de água doce produzem 55% do oxigênio do planeta. É claro que as florestas dão uma grande ajuda, mas boa parte do gás é consumida por lá mesmo, na respiração e na decomposição de animais e plantas. Já as algas, para nossa sorte, fabricam muito mais oxigênio do que precisam. "O excesso de gás liberado na água passa para a atmosfera e fica disponível para os outros seres vivos", afirma a bióloga Mutue Toyota Fujii, do Instituto de Botânica de São Paulo. As algas ainda levam a vantagem de ocupar uma área bem maior que as árvores. "Afinal, 70% do planeta é coberto de água e todos os oceanos são habitados por algas microscópicas produtoras de oxigênio", diz outra bióloga, Estela Maria Plastino, da Universidade de São Paulo (USP).

A verdade é que o ser humano tem uma dívida grande com esses vegetais aquáticos. "As espécies mais simples, as algas azuis, lançaram oxigênio na atmosfera primitiva da Terra há 3,5 bilhões de anos. Se isso não tivesse acontecido, plantas e animais nunca teriam surgido", afirma Estela.
Fábricas de arSó as algas marinhas produzem mais da metade do gás vital
Origem - Bosques e florestas
% Produzida - 24,9%
Origem - Estepes, campos e pastos
% Produzida - 9,1%
Origem - Áreas cultivadas
% Produzida - 8,0%
Origem - Regiões desérticas
% Produzida - 3,0%
Origem - Árvores (total)
% Produzida - 45%
Origem - Algas marinhas
% Produzida - 54,7%
Origem - Algas de água doce
% Produzida - 0,3%
Origem - Algas (total)
% Produzida - 55%
Fonte: Ecologia, de Ramón Margalef
  

Oceanos e o Oxigênio

Quando o assunto é produção de oxigênio pela natureza, é muito comum a frase: “A amazônia é o pulmão da Terra”. Há um equívoco nessa afirmação. A Amazônia é um conjunto de vários ecossistemas totalmente equilibrado(até o momento), isto é, o oxigênio produzido, é consumido ali mesmo (ciclo do oxigênio), sem falar que o pulmão não produz oxigênio, pelo contrário, o pulmão consome oxigênio, portanto são dois equívocos…! No mínimo essa idéia deve ter sido criada por algum tipo de burocrata nacionalista, como sabemos a maior parte da amazônia fica dentro do território brasileiro.

A Amazônia não é nenhum tipo de indústria ou fábrica de oxigênio… 
A floresta tropical úmida, o caso da Amazônia e outras florestas tropicais pelo mundo, é um gigantesco ar condicionado, que regula a temperatura do Planeta, e não uma fábrica de oxigênio. Nesse caso, as florestas tropicais úmidas, sem dúvida ajudam a manter o clima do planeta equilibrado, juntamente com as correntes marinhas.

Então, de onde vem a maior parte do oxigênio da Terra ?
Em florestas, como a região Amazônica, onde existe uma quantidade enorme de árvores de grande porte,  a luz  do Sol  pode chegar numa camada de penetração de 20 a 30 metros, como sabemos, para que exista a produção de oxigênio na natureza por meio das plantas é preciso que ocorra a fotossíntese, e ela só acontece na presença de luz, enquanto que a energia solar(luz) em rios e oceanos, além de alcançar grande extensão territorial pode chegar a 100 metros ou mais , alcançando, portanto, uma profundidade maior do que nas florestas, e as algas são as grandes responsáveis pela produção de oxigênio.

Plâncton
Essas plantas marinhas microscópicas conhecidas como o fitoplâncton são ecenssiais para boa parte da vida na Terra. São a base da cadeia alimentar dos oceanos, produzem mais da metade do oxigênio do planeta e absorvem o dióxido de carbono. E sua população encontra-se em queda acentuada. Leia mais…

Podemos concluir que os mares, rios, e oceanos são as verdadeira “fábricas” de oxigênio do planeta. 
Veja a tabela:

As algas marinhas produzem mais da metade do oxigênio do planeta. Leia mais… 

site do IBF

Bosques e florestas  24,9%

Estepes e campos 9,1%

Áreas cultivadas  8,0%

Regiões desérticas 3,0%

Árvores (total) 45%

Algas marinhas 54,7%

Algas de água doce 0,3%

Algas (total) 55%


O verdadeiro pulmão do planeta são os oceanos

 

De onde vem a maior parte do oxigênio que respiramos, das árvores ou das algas marinhas?

Das algas. “Se somarmos o oxigênio produzido pela fotossíntese de toda a população de algas de todos os oceanos, teremos mais gás do que aquele produzido pelas florestas”, garante a oceanógrafa Elizabete de Santis Braga, da Universidade de São Paulo.

O oxigênio produzido pelas algas passa para o ar porque, quando há gás demais na água, ele extravasa para a atmosfera. Portanto o grande pulmão do mundo são os oceanos e não a Amazônia.

Não dá para comparar o oxigênio produzido por 1 metro quadrado de qualquer floresta com 1 metro quadrado genérico de algas. Boa parte das plantas é microscópica e tudo depende do grau de transparência das águas, que determina o quanto de luz penetra. É possível, entretanto, fazer comparações específicas, como 1 metro quadrado de floresta tropical úmida e 1 metro quadrado de algas Caulerpa taxifolia, abundantes no Mar Mediterrâneo (veja ao lado).

O gás que vem do líquido


As algas são capazes de produzir mais oxigênio que as árvores.
Enquanto 1 quilômetro quadrado de floresta equatorial produziria isto de oxigênio...

...O mesmo espaço de algas verdes fabricaria dez vezes mais.

  
Os oceanos sempre ocuparam e continuam ocupando um lugar central na vida do planeta e no seu equilíbrio ambiental. Os mares e oceanos foram e ainda são o berço da vida e representam sistemas imprescindíveis para a sua manutenção. Os oceanos são a principal fonte de água, essencial para todas as formas de vida terrestre. As nuvens se originam através da evaporação das águas dos oceanos. Levadas pelos ventos, essas nuvens irrigam as áreas continentais. Os oceanos são ainda os maiores produtores de oxigênio e consumidores de CO2, ou gás carbônico, do planeta. São, eles sim, o verdadeiro “pulmão do mundo”, ao contrário do que se propaga sobre a Amazônia. O mecanismo de absorção do CO2 faz com que o gás carbônico (um dos principais agentes do efeito estufa) absorvido pelo fitoplâncton existente na superfície do mar se precipite para as grandes profundidades, demorando séculos para retornar à atmosfera. Assim, as massas oceânicas exercem um mecanismo fundamental no controle de um processo que, se alterado drasticamente, pode representar o maior desastre ambiental da história da humanidade. As estimativas são de que os oceanos e mares contenham mais de 20 vezes a quantidade de CO2 em comparação com todas as florestas e outras biomassas terrestres.

Baixo teor de oxigênio nos oceanos profundos se espalha para partes mais rasas

Afetando ecossistemas marinhos costeiros, fenômeno da hipóxia ameaça algumas espécies e provoca superpopulação de outras


Michael Tennesen
iStockphoto

Água do mar hipóxico se move para mais áreas mais rasas perto da costa de Oregon
O baixo teor de oxigênio em águas profundas dos oceanos está se espalhando ao longo das plataformas continentais fora do noroeste do Pacífico e forçando espécies marinhas a mudar ou morrer. Desde 2002 a hipóxia, ou baixo teor de oxigênio das águas de áreas mais profundas do mar alto, tem “caminhado” para áreas rasas perto da costa de Oregon, mas não perto o suficiente para ser oxigenado pelas ondas. O problema decorre da redução de oxigênio em águas profundas, fenômeno que alguns cientistas estão observando nos oceanos de todo o mundo e pode estar relacionado à mudança climática.

A hipóxia das águas do mar é distinta das conhecidas “zonas mortas” que se formam na foz dos rios Mississipi e outras ao redor do mundo. São resultado de áreas de escoamento agrícola, que levam à proliferação de algas que consomem oxigênio. Porém, o problema do noroeste do Pacífico é muito mais amplo e misterioso.

Águas da plataforma fora do noroeste do Pacífico estendem de 30 a 80 km no mar e encontram-se abaixo da corrente da Califórnia, um dos mais ricos ecossistemas marinhos do mundo. Francis Chan, professor sênior da pesquisa na Oregon State Univesity, vem monitorando a área de eventos de baixo oxigênio, que normalmente tem um pico nos meses de verão. “O oxigênio é a necessidademais crucial para qualquer coisa biológica”, diz ele.

Chan é um dos muitos cientistas preocupados com os níveis drasticamente reduzidos de oxigênio verificados nessas águas. Segundo ele, o departamento de peixes e da vida selvagem de Oregon colocou veículos submersíveis na costa durante um evento hipóxico que foi anóxico (sem oxigênio) em 2006, e monitorou as condições e constatou inúmeras carcaças de estrelas do mar, pepinos do mar, vermes marinhos e peixes. Chan diz que a água morna cria um tampão sobre as profundezas mais frias, tornando-a menos susceptíveis que as águas mais profundas – onde tudo, desde plâncton à “cocô de baleia” suga oxigênio – que sobem para a superfície e se misturam com águas oxigenadas. Simplesmente a água quente tem menos oxigênio. De acordo com Chan, a maioria das espécies intolerantes à hipóxia, envolvidos em águas de baixo teor de oxigênio, rapidamente se afastam. 


Os oceanos estão a perder oxigénio, e a culpa pode ser do aquecimento global
01/05/2008 - 20:57
A redução de oxigénio nos oceanos pode pôr em risco muitas espécies marinhas de maior tamanhoGREENPEACE/REUTERS
·        
·        
·     
Os oceanos estão a perder oxigénio. A notícia pode não ser novidade, mas um artigo publicado hoje na revista "Science" acrescenta provas a esta tese. Esta perda pode estar relacionada com o aquecimento do planeta, e pode pôr em risco espécies marinhas que não sobrevivem abaixo de certos limiares de oxigénio (O2).
O estudo feito por cientistas alemães e norte-americanos analisa a variação da concentração do gás ao longo de mais de quatro décadas, nas regiões tropicais do oceano Atlântico, Índico e Pacífico. E conclui que no Atlântico e no Pacífico existe uma camada de água a profundidades intermédias, com uma baixa concentração de O2, que tem vindo a aumentar de tamanho.

As algas e o fitoplâncton libertam oxigénio para os oceanos através da fotossíntese. Mas a temperatura das águas vai influenciar a retenção deste gás, porque o O2 é tanto menos solúvel quanto mais alta for a temperatura.

A partir de uma certa profundidade, os seres que fazem fotossíntese deixam de existir, porque já não têm luz. Por outro lado, há uma grande quantidade de microrganismos que se alimenta da “chuva” de detritos que cai da superfície do mar, gastando o oxigénio nesse processo.

Assim, o nível deste gás vai diminuindo. Entre os 200 e os 1000 metros de profundidade, há uma camada de água com uma concentração muito baixa de oxigénio, chamada zona de oxigénio mínimo. A partir desta profundidade, correntes profundas vindas dos pólos, que estão carregadas de oxigénio, misturam-se e aumentam a sua concentração.

Este projecto científico foi tentar perceber se têm havido alterações no tamanho das zonas de oxigénio mínimo nas regiões tropicais dos oceanos.

Já foram feitos estudos que previam um aumento destas camadas, relacionado com o aquecimento global. A equipa analisou sete pontos georreferenciados que, desde 1960, tinham dados mais ou menos constantes sobre a concentração do gás a diferentes profundidades.


Atlântico com menos gás
Os cientistas analisaram três pontos no Atlântico, dois no Pacífico e um no Índico. Dos três, o Atlântico foi o que registou maior baixa na concentração do oxigénio. “Encontrámos a maior redução entre os 300 e os 700 metros, no nordeste tropical do Atlântico, enquanto as mudanças no leste do Índico são menos pronunciadas”, disse Lothar Stramma, o primeiro autor do artigo, do Instituto para as Ciências Marinhas de Leibniz, na cidade alemã de Kiel.

No Atlântico, a zona de oxigénio mínimo quase duplicou em menos de 50 anos. O aquecimento global poderá estar por trás disto: se a temperatura média do mar aumentar, a quantidade de oxigénio solúvel diminui. Mas os cientistas ainda não têm dados para relacionar os dois fenómenos. “A redução também pode ser causada por processos naturais”, disse Stramma.

No entanto, este tipo de monitorização não pode ser posta de lado. Há 251 milhões de anos, no final do Período Pérmico, a Terra viveu a maior extinção em massa conhecida. Os oceanos ficaram sem oxigénio, o que levou ao desaparecimento maciço de espécies marinhas e terrestres.

Sabe-se que esta extinção esteve relacionada com um grande aumento da concentração de dióxido de carbono, um dos gases responsável pelas alterações climáticas que vivemos.

31 de agosto de 2009
Falta de níquel nos oceanos produziu oxigênio da atmosfera
Pesquisas recentes revelam aspectos das transformações pelas quais passou atmosfera terrestre, há 2,4 bilhões de anos: a diminuição dos níveis de níquel em águas oceânicas destruiu microrganismos produtores de metano
por Cynthia Graber
Cortesia de Jacques Descloitres, Modis Land Rapid Response Team (Equipe de Resposta Rápida da Modis), Nasa GSFC


A atmosfera original da Terra deve ter sido insuportável ─ até mortal ─ para qualquer organismo que dependesse do oxigênio para respirar. Esse elemento simplesmente não existia, pelo menos até aproximadamente 2,4 bilhões de anos. Foi quando aconteceu o que os cientistas chamam de Evento da GrandeOxidação. 

No entanto, alguns pesquisadores acreditam ter encontrado agora pistas sobre o que pode ter provocado essa mudança. 

A exposição ao ar de sulfuretos terrestres aumentou o sulfato e o domínio ecológico de microrganismos redutores de sulfatos sobre os metanogênicos foi apontado como causa provável do colapso de metano. Mas essa explicação é difícil de conciliar com os registros geológicos. Formações de ligas de ferro preservam a história da abundância do elemento no oceano, durante período pré-Cambriano, e pode nos dar uma ideia da vida microbiana primordial e sua influência na evolução no nosso planeta.

Em trabalho publicado na Nature de abril, os autores ─ liderados por Kurt Konhauser da University of Alberta, Canadá ─ relataram uma redução na proporção entre o níquel e o ferro molares, registrada em ligas de formações ferríferas datadas de aproximadamente 2,7 bilhões de anos. Segundo Konhauser, essa redução é atribuída a uma diminuição no fluxo de níquel para os oceanos, provocada pelo arrefecimento da temperatura do manto superior e pela diminuição na erupção de rochas ultramáficas, ricas em níquel, na época.
“O grupo de Konhauser mediu os coeficientes de partição entre uma simulação da água do mar do pré-Cambriano e diversos hidróxidos de ferro, e determinou que as concentrações de níquel dissolvido podem ter diminuído durante grande parte do Arqueano, mas foram reduzidas para menos da metade por volta de 2,5 bilhões de anos e chegaram aos valores modernos por volta de 550 milhões de anos atrás.

Os pesquisadores analisaram traços de elementos em rochas sedimentares de dezenas de locais e perceberam que o níquel era 400 vezes mais abundante nos oceanos primordiais que nos mares atuais. Microrganismos chamados de metanogênicos proliferam em águas ricas em níquel e liberam metano na atmosfera. O metano impede a formação do oxigênio. 

Ao testarem as rochas, os pesquisadores notaram que entre 2,7 e 2,4 bilhões de anos, o nível de níquel dissolvido no oceano diminuiu bastante; esse momento coincide com o Evento da Grande Oxidação. A falta de níquel pode ter destruído os organismos metanogênicos e aberto espaço para o desenvolvimento de algas e outras formas de vida que liberam oxigênio por fotossíntese. 

De acordo com os autores, o níquel é um fator metálico importante em diversas enzimas de organismos metanogênicos e propõem que sua redução teria impedido a atividade desses organismos nos oceanos antigos e interrompido o fornecimento de metano biogênico. Uma diminuição na produção desta substância teria ocorrido, portanto, antes do aumento da oxigenação ambiental e não estaria necessariamente relacionado a ela.

O fato de os organismos metanogênicos terem uma dependência enzimática do fornecimento decrescente do níquel vulcânico permite associar a evolução do manto ao estado oxirredutor da atmosfera.

Os pesquisadores não sabem exatamente por que o nível de níquel diminuiu ─ provavelmente por resfriamento e solidificação do manto terrestre, mas o desaparecimento do níquel é mais uma pista sobre como a sufocante atmosfera do planeta se transformou em um local onde um tetrápode terrestre pode respirar fundo.
© Duetto Editorial.
  
  
“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.








terça-feira, 16 de maio de 2017

Antártida: rachadura no gelo pode se romper a qualquer momento

Caro Leitor(a),

Cientistas de todo o mundo estão com os olhos voltados para uma enorme plataforma de gelo na Antártida. A rachadura, que abriu há cinco meses, já tem 130 km de extensão e pode se partir a qualquer momento.

De acordo com os pesquisadores, é apenas uma questão de tempo para que a plataforma conhecida como Larsen C se parta. Se isso acontecer o bloco formará um iceberg com o tamanho da cidade de Brasília, o que causará a terceira maior perda de gelo do continente Antártico já registrada.

Localizada na costa da Península Antártica, a plataforma de gelo Larsen é dividida em três pequenas plataformas de gelo Larsen - A, B, e C. Larsen A e B já experimentaram reduções maciças ao longo das últimas duas décadas. Agora é a vez da Larsen C.

Pesquisadores do Projeto MIDAS, British Antarctic Survey, que envolve equipes de várias universidades do Reino Unido, relatam que cerca de 12 por cento de toda a plataforma Larsen C deverá se romper.

De acordo com um comunicado do MIDAS, a modelagem por computador sugere que o gelo restante poderia tornar-se instável e que Larsen C pode seguir o exemplo de seu vizinho Larsen B, que se desintegrou em 2002.

Segundo o instituto, a plataforma de 55 mil km quilômetros quadrados deverá se desintegrar até o final da década, o que é bastante devastador se considerar que Larsen B, de 1600 km2, se manteve estável por pelo menos 12 mil anos. A plataforma Larsen A desintegrou em Janeiro de 1995.

No ano passado, a equipe MIDAS publicou um estudo na revista Cryosphere e demonstrou que Larsen C está derretendo a partir da superfície até a base e que sua fratura gigantesca está rachando a uma taxa que ninguém poderia ter previsto.

Uma vez que o bloco exterior se rompa, os pesquisadores acreditam um iceberg medindo cerca de 6 mil quilômetros quadrados, do tamanho de Brasília, vai cair no oceano.

Antártida: rachadura pode fazer gelo gigantesco com 6.000 km² entrar em colapso
Há tempos que os cientistas têm acompanhado uma fratura localizada em uma das maiores plataformas de gelo do mundo. De acordo com seus relatos, nos últimos cinco meses essa rachadura passou de 22 para 130 quilômetros de comprimento.
Isso significa que, agora é só uma questão de tempo para que um enorme pedaço de gelo se desprenda dessa plataforma – conhecida como Larsen C – e seja liberado no mar. Tal acontecimento poderia ser descrito como a terceira maior perda de gelo já registrada na Antártida.
A Larsen, localizada na costa da península Antártica, é uma plataforma de gelo dividida em três pequenas outras: Larsen A, B e C. As regiões A e B já experimentaram declínios maciços ao longo das últimas décadas, e agora C, a maior delas, é a que se encontra em tal situação.
A observação foi feita pelos cientistas do ‘Project MIDAS, a British Antarctic Survey’, um projeto de pesquisa com equipes de várias universidades do Reino Unido. De acordo com o relatório apresentado por eles, cerca de 12% de toda a plataforma Larsen C pode estar em iminência de se romper.
A partir de modelos computacionais, os pesquisadores descobriram que se isso ocorrer, o restante de gelo dessa plataforma poderia se tornar instável. Logo, a Larsen C certamente seguiria o exemplo de sua vizinha B, que se desintegrou em 2002 e atualmente cobre uma área de 1.600 metros quadrados (que poderia novamente se desintegrar até o final da década).
A Larsen A, por sua vez, se desintegrou em janeiro de 1995 e a C parece estar seguindo o mesmo caminho. Para colocarmos em perspectiva, tal região abrange cerca de 55.000 km quadrados, ou seja, 10 vezes o tamanho da Larsen B, e cerca da metade do tamanho da Islândia.
Em um estudo publicado no ano passado na revista Cryosphere, a equipe de cientistas descreveu como Larsen C estaria derretendo a partir da superfície e base. Agora, uma fratura gigantesca está aumentando a uma taxa que ninguém poderia ter previsto. Quando a borda externa se libertar, estima-se que um iceberg de 6.000 quilômetros quadrados possa ir parar no Oceano.
Isso, de acordo com a pesquisadora da equipe Daniela Jansen, do Alfred Wegener Institute Helmholtz Centre for Polar and Marine Research, na Alemanha, poderá ocorrer nos próximos dois ou três anos. “Basicamente, ela pode se tornar instável. Uma vez que o iceberg for liberado por completo, pode haver uma tendência de que a frente do gelo caia para trás”.
Para aumentar ainda mais os problemas da Larsen C, em um estudo pulicado em julho deste ano na Nature Communications, cientistas encontraram pontos de degelo se formando na superfície da plataforma – algo que recentemente também foi encontrado na geleira Langhovde, na Antártida Oriental. Isso, segundo eles, servirá para acelerar ainda mais o processo de desintegração.
Os cientistas estimam que se a plataforma perder todo o seu gelo, os níveis marítimos globais se elevariam em cerca de 10 centímetros. Contudo, eles acreditam que esse aumento não necessariamente afete os oceanos – “pelo menos não imediatamente”. Logo, teremos que esperar esse enorme pedaço de gelo se desprender para ver quais serão as consequências para a vida na Terra.
[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / NASA ]



Fonte: Editoria: Fenômenos Naturais - Icebergs 
Segunda-feira, 29 ago 2016  

“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.








segunda-feira, 15 de maio de 2017

Água do Mar

Caro Leitor(a),

Água do mar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Água do mar é a água encontrada em mares e oceanos. A água do mar de todo o mundo tem uma salinidade próxima de 35 (3,5% em massa, se considerarmos apenas os sais dissolvido, mas a salinidade não tem unidades),1 o que significa que, para cada litro de água do mar há 35 gramas de sais dissolvidos, a maior parte é cloreto de sódio (cuja fórmula é NaCl).
A água do mar não tem salinidade uniforme ao redor do globo. A água menos salina do planeta é a do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. O mar mais salino é o Mar Morto, no Médio Oriente, onde o calor aumenta a taxa de evaporação na superfície e há pouca descarga fluvial.
Índice
  [esconder] 
·         2 Composição química
·         3 Aspectos culturais
·         4 Ver também
·         5 Referências
A origem da salinidade do oceano[editar | editar código-fonte]
As teorias científicas para explicar as origens do sal marinho começaram com Edmond Halley, em 1715, que propôs que os sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, tendo sido sugado da terra por queda da chuva, lavando as rochas. Ao alcançar os oceanos estes sais seriam retidos e concentrados pelo processo de evaporação (veja Ciclo hidrológico) que removem a água.2 Halley notou que do pequeno número de lagos no mundo que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio), a maioria tem alto teor de sais. Halley denominou este processo de "intemperismo continental".
A teoria de Halley estava correta em parte. Ou seja, o sódio foi sugado do fundo do oceano quando os oceanos se formaram. A presença dos outros elementos dominantes como cloreto, resultaram do escape de gases do interior da terra (na forma de ácido clorídrico), por vulcões e fontes hidrotermais. O sódio e o cloreto então se combinaram para formar o constituinte mais abundante da água do mar, o cloreto de sódio.
A salinidade do oceano tem-se mantido estável por milhões de anos, provavelmente como uma consequência de um sistema tectônico/químico que recicla o sal. Desde o surgimento do oceano, o sódio não é mais libertado pelo fundo do oceano, mas é capturado de camadas sedimentares que cobrem o leito do oceano. Uma teoria diz que a tectônica de placas faz com que o sal seja forçado para baixo das massas continentais, onde é lentamente trazido de volta à superfície. Outra fonte importante é o que chamamos de Água Juvenil, este material é proveniente do interior da Terra e sai por meio de fenômenos como o vulcanismo. Esta água nunca esteve na superfície da Terra, por isso leva o nome de água juvenil.
Condutividade elétrica[editar | editar código-fonte]
A água do mar apresenta uma elevada condutividade elétrica. Os sais na água se dissociam em íons. A condutividade varia sobre todo com a temperatura e a salinidade (a maior salinidade, maior condutividade), e sua medição permite, uma vez controlada a temperatura, conhecer a salinidade.3
Composição química[editar | editar código-fonte]
A ciência que estuda a composição química dos oceanos e as concentrações dos compostos na água do mar se chama oceanografia química. A água do mar tem composição química quase constante. Há um pouco mais de 70 elementos dissolvidos na água do mar, mas apenas seis desses constituem mais de 90% dos sais dissolvidos; todos ocorrem como íons.
Os cientistas estudam principalmente os macronutrientes na água do mar (nitrogênio, fósforo e enxofre), já que são os mais importantes para a vida marinha, principalmente para as plantas, que são a base da produção primária. Mas os micronutrientes também são largamente estudados, uma vez que, devido às suas baixas concentrações, podem tornar-se limitantes para vários tipos de organismos marinhos.
Principais íons salinos da água do mar[editar | editar código-fonte]
·         Cloreto (Cl-): 55,04 %m (%m significa porcentagem em massa)
·         Sódio (Na+): 30,61 %m
·         Sulfato (SO42-): 7,68 %m
·         Magnésio (Mg2+): 3,69 %m
·         Cálcio (Ca2+): 1,16 %m
·         Potássio (K+): 1,10 %m
Gases dissolvidos na água do mar[editar | editar código-fonte]
A água do mar também contém pequenas quantidades de gases dissolvidos, principalmente nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono. A água a uma dadatemperatura e salinidade está saturada com gás quando a quantidade de gás que se dissolve na água é igual à quantidade que sai ao mesmo tempo. A água do mar superficial está geralmente saturada com gases atmosféricos, como oxigênio e nitrogênio. A quantidade de gás que pode-se dissolver na água do mar é determinada pela temperatura e salinidade da água. Aumentando-se a temperatura ou a salinidade reduz-se a quantidade de gás que pode ser dissolvido.
Uma vez que a água afunda para baixo da superfície oceânica (por exemplo, por se tornar mais densa pela evaporação), os gases dissolvidos não podem mais ser trocados com a atmosfera. A quantidade de gás num dado volume de água permanecerá inalterado, exceto pelo movimento das moléculas de gás através da água, por difusão (processo lento), ou pela mistura da água com outras massas de água que contêm diferentes teores de gases dissolvidos.
Em geral, o nitrogênio e gases raros inertes (argônio, hélio e outros) comportam-se dessa maneira: suas concentrações são conservativas e somente afetadas porprocessos físicos. Em contraste, alguns gases dissolvidos são não-conservativos e participam ativamente em processos químicos e biológicos que modificam suas concentrações. Exemplos são o oxigênio e o dióxido de carbono que podem ser liberados e usados a variadas taxas nos oceanos, especialmente pelos organismos.
Ciclo do carbono[editar | editar código-fonte]
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Ciclo do carbono
Os oceanos (pela sua dimensão, mas também as massas de água continentais) têm um papel muito importante no equilíbrio do dióxido de carbono na atmosfera terrestre. Este gás têm a propriedade de reagir com os íons presentes na água para formar íons bicarbonato. Dessa maneira, quando há excesso de dióxido de carbono na atmosfera, ele é "absorvido" pela água que se torna um reservatório de carbono. Quando a biomassa vegetal na água aumenta (por exemplo, por aumento da temperatura ou dos nutrientes), aumenta também a necessidade de dióxido de carbono para essas plantas realizarem a fotossíntese - nessa altura, o bicarbonato pode "transformar-se" de novo em dióxido de carbono para repôr o equilíbrio.
Aspectos culturais[editar | editar código-fonte]
Mesmo num navio ou ilha no meio do oceano pode haver falta de água, isto é, água doce. É um paradoxo, já que uma pessoa cercada de água pode morrer de sede. É que por ser salgada a água do mar não é potável. Muitas nações na África e no Oriente Médio com problemas hídricos aplicam hoje um processo caro, chamado dessalinização, para obterem água potável a partir da água do mar. No futuro este processo pode-se tornar muito utilizado, dada a presente poluição intensa dos corpos d'água continentais.
Ver também[editar | editar código-fonte]
·         Energia azul
·         Oceano
·         Sal
Referências
2.   Ir para cima↑ E. Halley, A short account of the cause of the saltiness of the ocean, and of the several lakes that emit no rivers; with a proposal, by help thereof, to discover the age of the world, Philosophical Transactions of the Royal Society of London, 29:296—300, 1715.




“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.