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O que é um ano-luz? | Minuto Ciência

NASA 2016

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Setor elétrico dos EUA espera ansiosamente por eclipse

Caro Leitro(a),

No fim das contas, o eclipse solar, que deverá mergulhar algumas regiões dos EUA em uma escuridão total na segunda-feira, oferecerá exatamente o que o setor de energia vem procurando: um cenário completamente previsível para experimentos.
Não é comum que as operadoras da rede elétrica, distribuidoras e geradoras de eletricidade recebam um aviso tão antecipado e preciso a respeito de uma queda repentina de mais de 12.000 megawatts na oferta de energia solar em seus sistemas. E algumas delas estão ansiosas por isso — como forma de testar as plantas, os softwares e os mercados ajustados nos últimos anos na expectativa do dia em que a energia renovável se transformará na principal fonte de eletricidade do mundo.
David Shepheard, diretor-gerente da consultoria Accenture, vê a situação da seguinte forma: o eclipse é o “ensaio geral previsível” para a rede de energia do futuro. Será o teste perfeito, diz ele, “para a operação da rede quando o sol não brilhar e o vento não soprar”.
Distribuidoras, geradoras de energia e operadoras de rede estarão analisando o desenrolar do eclipse.
Previsão perfeita
Charlie Gay, diretor da SunShot Initiative, do Departamento de Energia dos EUA, acredita que o eclipse oferecerá uma validação instantânea dos modelos de projeção de energia que estão em desenvolvimento. O departamento está trabalhando com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA e com operadoras de rede para melhorar os controles de software que equilibram oferta e demanda quando o continente escurecer.
“Isso nos dá um teste para os modelos”, disse ele. Usando dados de satélite e mapas das localizações das plantas solares, o grupo espera conseguir casar as projeções com o que realmente ocorre antes, durante e após o eclipse.
Operadoras de rede como PJM Interconnection e Southwest Power Pool estão, de forma similar, usando o eclipse para medir de forma exata o nível de energia solar presente em seus sistemas e melhorar seus modelos de oferta para o próximo eclipse, em 2024.
A proliferação dos chamados medidores inteligentes, dos equipamentos de gerenciamento de energia e dos softwares ajudou a fornecer aos operadores das linhas de energia informações melhores sobre as residências e empresas que abastecem. Algumas distribuidoras atualmente podem controlar os aparelhos de ar-condicionado de seus clientes usando dispositivos remotos, ajudando-os a reduzir a demanda em meio a condições climáticas extremas.
A necessidade de software e tecnologia desse tipo só tem crescido, porque os painéis solares cada vez mais transformam consumidores em minigeradores. Inversores “inteligentes” agora podem ajudar a equilibrar a voltagem e a frequência provenientes dos painéis solares.
As redes e as distribuidoras “estão, francamente, virando empresas de tecnologia” devido à necessidade de computar grandes quantidades de dados para operar de forma mais eficiente, e este eclipse “é um pouco como o Y2K [bug do milênio]”, disse Austin Whitman, diretor de assuntos regulatórios da FirstFuel Software em Boston.
O fenômeno dará às operadoras de rede uma chance de ajustar seus kits de ferramentas para lidar com grandes oscilações de energia solar e eólica, informou Gay, do Departamento de Energia. O armazenamento em baterias pode acabar desempenhando um papel mais importante porque oferece mais flexibilidade, disse Shepheard, da Accenture.
Fonte: BLOOMBERG 17 DE AGOSTO, 2017 - Por Naureen S. Malik, Christopher Martin e Mark Chediak.

“O conhecimento torna a alma jovem, pois, colhe a sabedoria”.


Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia,Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.





Eclipse do Sol será mega evento nos EUA e poderá ser visto no Brasil

Caro Leitor(a),


Eclipse do Sol será mega evento nos EUA e poderá ser visto no Brasil

Na segunda-feira, dia 21, a lua encobrirá totalmente o Sol e projetará uma grande sombra sobre todo o território dos EUA. Sob uma estreita e longa faixa de dimensões continentais, o dia se transformará em noite e estrelas e planetas poderão ser vistos em pleno dia.
Eclipse total do Sol
Foto do eclipse solar total ocorrido em 2008, clicado pelo astrofotógrafo Miloslav Druckmuller sobre o Mar Negro.
O eclipse será total, quando a Lua encobre todo o disco solar e será visível na América do Norte, América Central, Caribe, norte da América do Sul e ao oeste da Europa e da África.
A totalidade do eclipse será visível dentro de um corredor estreito através dos Estados Unidos. A maior duração da totalidade será de 02m44s sob a Floresta Nacional Shawnee, ao sul de Carbondale, Illinois.
No Brasil, o evento será observado parcialmente, principalmente nos estados da Região Norte e Nordeste. A tabela abaixo mostra os horários de observação nas capitais brasileiras.

Horarios do eclipse solar de 21 de agosto de 2017.
Horarios do eclipse solar de 21 de agosto de 2017. Cobertura se refere à porcentagem do disco solar encoberto pela lua.

ATENÇÃO
Nunca olhe diretamente para o Sol. Não use chapa de raios-x, filmes velados, disquetes antigos de computador, CD ou DVD. Na falta de óculos especial para observação solar, use óculos ou lente de soldador número 14. Olhar diretamente para o Sol o deixará cego. Não seja teimoso.

Quando acontece o Eclipse
O eclipse terá início às 15h46 UTC (12h46 pelo Horário de Brasília), quando a borda da Lua tocar o disco solar. Isso acontecerá sobre o oceano Pacífico central. A primeira localidade terrestre a presenciar o eclipse totalmente será a cidade de Salem, no estado norte-americano do Oregon. A última localidade será Charleston, na Carolina do Sul.

Caminho da sombra da Lua durante o eclipse solar de 21 de agosto de 2017
Caminho da sombra da Lua durante o eclipse solar de 21 de agosto de 2017

Caos nos EUA
Devido à magnitude do eclipse, que poderá ser observado em todos os EUA, com a sombra da Lua caminhando sobre todo o território americano, autoridades daquele país estão alertando para a ocorrência de grandes congestionamentos, já que milhões de pessoas viajarão para as áreas centrais, onde o eclipse poderá ser visto em sua plenitude.

Como ocorre um eclipse total do Sol
Um eclipse solar total acontece sempre que a Lua se posiciona exatamente entre o Sol e a Terra, bloqueando completamente o disco da estrela. Nestas condições o céu se torna completamente escuro e estrelas e planetas podem ser vistos durante o momento da totalidade.

O eclipse total ocorre com a Lua no perigeu ou próximo dele, ou seja, quando está mais próxima da Terra. Quando está mais afastada seu tamanho aparente não encobre completamente o disco solar e um arco luminoso é observado ao redor da Lua. Nestas condições o eclipse passa a ser do tipo parcial.

Fonte: http://www.apolo11.com/
Editoria: Astronomia 
Sexta-feira, 18 ago 2017 - 11h01 



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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Podemos construir uma Internet Galáctica - mas levaria 300.000 anos

Caro Leitor(a),

Podemos construir uma Internet Galáctica - mas levaria 300.000 anos

Internet Galáctica pode ser construída em 300.000 anos
Já existem mapas mostrando para quais pontos no céu a Terra seria visível por meio do trânsito planetário.[Imagem: René Heller/Ralph Pudritz]
Internet galáctica
Embora ainda não tenhamos conseguido detectar qualquer sinal de uma civilização alienígena, o professor Duncan Forgan, da Universidade St Andrews, no Reino Unido, acredita que já está na hora de pensarmos em uma internet galáctica, para trocarmos informações com todas as civilizações inteligentes que presumivelmente existem apenas na Via Láctea.
Pelo que saibamos, nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Se cobrir as distâncias enormes entre as estrelas, distâncias estas medidas em anos-luz, não fosse desanimador o suficiente para qualquer interessado em estabelecer uma rede social que inclua os ETs, a impossibilidade prática da geração de potência suficiente para transmitir um sinal poderia colocar um fim prematuro na empreitada.
Mas o professor Forgan tem uma ideia simples para superar esse problema: usar o Sol como um farol.
Sinais de luz
Da mesma forma que os operadores de aviões e trens usam luzes intermitentes como sinais, poderíamos manipular a luz do Sol, o que funcionaria de forma similar a balançar a mão na frente de uma lanterna para enviar uma mensagem por código - código morse, por exemplo.
Como uma mão não seria suficiente, o professor Forgan sugere laçar uma grande manada de asteroides, ou minerar um pedaço de Mercúrio, para construir uma folha de tamanho planetário para orbitar o Sol.
Outra ideia, mais viável, seria usar lasers superpoderosos para mudar a forma como os trânsitos da Terra - nossa passagem à frente do Sol em relação aos ETs - aparecem para outros mundos, adicionando uma mensagem codificada em luz à sombra do nosso planeta. Curiosamente, outros astrônomos, com preocupações diferentes em relação aos ETs, propuseram recentemente usar o mesmo esquema baseado em lasers para esconder a Terra dos alienígenas.
Internet Galáctica pode ser construída em 300.000 anos
Alguns astrônomos defendem que vamos encontrar vida no espaço neste século, enquanto outros defendem que precisamos procurá-la em planetas roxos ou em aglomerados estelares. [Imagem: E. Sanromá et al.]
Complicações e tempo
Sim, seria complicado, mas o pesquisador acredita que vale a pena pensar em uma rede de comunicações galáctica usando algo parecido com isso.
O problema é que o tempo passa a ser uma variável importante. As simulações de Forgan mostram que pode levar pelo menos 300.000 anos para construir uma rede em torno da Via Láctea, assumindo que existam 500 civilizações tecnologicamente avançadas que consigam manipular o trânsito do seu planeta de forma visível para os outros.
Para conversar com todos eles, teríamos que construir uma espécie de rede de retransmissão em torno da galáxia, para evitar obstáculos celestiais.
"Se você quer se comunicar com alguém do outro lado do centro galáctico, há muitas coisas no caminho - poeira, estrelas, um grande buraco negro - de forma que você vai poder seguir o caminho mais longo usando a rede," disse Forgan.
Detectando ETs
Se tudo parece muito especulativo, o consolo é que já estamos fazendo o reverso dessa medalha.
O lado oposto da comunicação via trânsito, que consiste em monitorar a sombra de exoplanetas, já vem sendo utilizada há vários anos por vários telescópios, como o telescópio espacial Kepler, para descobrir e estudar planetas passando na frente de suas estrelas.
Assim, se os moradores de outros planetas forem mais avançados tecnologicamente do que nós e tiverem tido a mesma ideia, não precisamos fazer nenhum trabalho extra para vê-los - só teremos que detectar as mensagens cifradas em alguma alteração anômala na luz de seus trânsitos.

Bibliografia:

Exoplanet Transits as the Foundation of an Interstellar Communications Network
Duncan H. Forgan
arXiv
DOI: https://arxiv.org/abs/1707.03730

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Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Pesquisador Independente das Ciências: Espacial; Astrofísica; Astrobiologia e Climatologia, Membro da Society for Science and the Public (SSP) e assinante de conteúdos científicos da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e ESA (European Space Agency.







terça-feira, 8 de agosto de 2017

Richard Stallman no Brasil: Liberdade no mundo digital

Caro Leitro(a),

Software Livre
Richard Stallman, o criador e maior divulgador do Movimento Software Livre, estará no Brasil na próxima semana. Ele fará uma conferência em defesa do compartilhamento de dados e informações e da privacidade dos usuários na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte, no próximo dia 29.
A conferência Uma sociedade digital livre: o que torna a inclusão digital boa ou ruim?, integra a programação dos 90 anos da UFMG.
Richard Matthew Stallman tem viajado pelo mundo em defesa da cultura do compartilhamento e denunciando a censura e o ataque à privacidade dos usuários.
"Stallman costuma dizer que o celular é 'o sonho de Stalin', por causa dos softwares proprietários, que capturam dados pessoais", lembra o professor Loïc Cerf, anfitrião de Stallman na UFMG. "O Software Livre é um projeto político, social e ético, base da esperança e da luta de Stallman por uma sociedade em que o cidadão tenha controle sobre sua vida."
Quatro liberdades
Em 1984, Stallman iniciou o desenvolvimento de GNU, sistema operacional livre que mais tarde resultaria no Linux e em suas inúmeras derivações - inclusive o Android, que roda na maioria dos celulares.
software livre é definido por quatro liberdades essenciais:
  1. os usuários podem rodar um programa do jeito que quiserem, para qualquer finalidade;
  2. podem estudar como o programa funciona e adaptá-lo a suas necessidades;
  3. podem redistribuir cópias para ajudar outras pessoas;
  4. e podem aperfeiçoar o programa e tornar pública essa melhoria.
O acesso ao código-fonte é, naturalmente, precondição para a segunda e a quarta liberdades.
"Richard é a pessoa mais íntegra com quem já tive o prazer de conviver. Seu trabalho é para que todos nós possamos usar computadores sem sofrer controle alheio," afirma Alexandre Oliva, cofundador da seção latino-americana da Fundação para o Software Livre, acrescentando que nunca foi tão fácil ter acesso e usar software livre, mas nunca foi tão difícil alcançar a plena liberdade: "Empresas liberam componentes pouco relevantes para suas estratégias de mercado, mas mantêm secretos outros que servem a objetivos menos confessáveis.".
Para quem não puder acompanhar a conferência de Richard Stallman na UFMG, veja abaixo a entrevista que ele concedeu ao pesquisador da UFMG.
Que leis ou ações podem criar condições para uma inclusão digital positiva?
Stallman - Precisamos de leis que impeçam sistemas digitais de capturar e transmitir dados pessoais não cruciais para determinadas finalidades. Os Estados devem distribuir, usar e desenvolver apenas software livre e estabelecer sistemas de pagamentos digitais anônimos para quem paga, mas que identifiquem quem recebe, para evitar evasão fiscal. O monitoramento indiscriminado de pessoas e carros nas ruas deveria ser proibido.
Como os avanços tecnológicos ameaçam a democracia?
Stallman - A principal ameaça à democracia é a vigilância em massa. Se o Estado quase sempre sabe quem vai aonde e quem fala com quem, pode pegar e prender heróis como Edward Snowden, pessoas de quem a democracia depende. Backdoors [mecanismos ocultos que permitem acesso remoto] e as sabotagens que elas possibilitam são também perigosas.
Quais foram a vitória e a derrota mais importantes no Movimento Software Livre nos últimos anos?
Stallman - O maior avanço recente é que já é possível comprar um computador com um sistema operacional 100% livre e um software de inicialização livre, pré-instalado. Você não precisa ser um gênio para rodar um software livre, e agora não precisa mais da ajuda de um gênio para instalá-lo. Os maiores retrocessos foram a ascensão da computação móvel, de desserviços bisbilhoteiros e da internet das coisas que espionam.
Como universidades e pesquisadores podem contribuir com o Movimento Software Livre?
Stallman - Universidades e escolas de todos os níveis deveriam ensinar e oferecer apenas software livre aos estudantes. Softwares proprietários deveriam ser autorizados nos campi apenas para engenharia reversa.
Como a adoção massiva da internet ajuda ou dificulta o movimento?
Stallman - Infelizmente, para a maioria das pessoas, "usar a internet" significa usar serviços injustos (eu chamo de desserviços) cujo propósito é capturar dados pessoais. Desserviços como Facebook, Google Maps, Google Drive, iTunes, Spotify e Netflix cometem múltiplas injustiças. Sistemas de pagamento, com exceção do dinheiro vivo, rastreiam as pessoas - nem o Bitcoin é anônimo. Dispositivos móveis não permitem substituição de software proprietário por software livre. Quase todos os aplicativos tampouco são livres - eles podem ser gratuitos, mas não são livres. Telefones celulares rastreiam as pessoas o tempo todo e podem ser convertidos remotamente em dispositivos de escuta. Por isso, me recuso a carregar um telefone celular.

Fonte: Com informações da UFMG -  



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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Júpiter é tão grande que nem sequer orbita o sol

Caro Leitor(a),

Júpiter é o maior planeta do nosso sistema solar, pesando mais que o dobro da massa de todos os outros planetas, luas, asteroides e cometas combinados.
E, embora pareça que sim, ele tecnicamente não orbita o sol, justamente porque é tão assustadoramente maciço.

Baricentro

Quando um objeto pequeno orbita um grande no espaço, o menos maciço não viaja em um círculo perfeito em torno do maior. Em vez disso, ambos os objetos orbitam um centro de gravidade combinado.
Para um planeta insignificante e frágil como a Terra, que possui 0,000003 a massa do sol, o centro de gravidade reside tão perto do centro do sol que nem sequer percebemos a órbita ligeiramente “desligada” dele. Logo, é como se circundássemos a estrela.
O mesmo é verdade para a maioria dos outros objetos no sistema solar – exceto Júpiter.

Em imagens

Júpiter é cerca de 0,001 tão maciço quanto o sol, mas é suficientemente grande para que o astro e sua órbita estejam bastante separados.
Confira uma ilustração em escala do baricentro sol-Júpiter:


Este GIF da NASA, fora de escala, ilustra o efeito:
Ou seja, essencialmente, é assim que Júpiter e o sol se movem através do espaço juntos. Certamente, Júpiter não está circundando o sol. 


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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Um mapa dos sons que circulam pelo espaço em volta da Terra

Caro Leitor(a),

Sons do espaço ajudam a proteger satélites de comunicação
Este mapa mostra como as ondas sonoras preenchem o espaço em torno da Terra. [Imagem: NASA Goddard Space Flight Center/Brian Monroe]
A plenitude e o ruído do espaço
Embora seja poética, a expressão "No vazio e no silêncio do espaço" está longe de ser correta: O espaço não é vazio e nem está em silêncio.
Embora seja tecnicamente considerado um vácuo, o espaço contém partículas carregadas de alta energia, governadas por campos magnéticos e elétricos, que se comportam de forma diferente de qualquer coisa que vivenciamos na Terra.
Em regiões dominadas por campos magnéticos, como o ambiente espacial que circunda nosso planeta, as partículas são continuamente jogadas de um lado para o outro pelo movimento de várias ondas eletromagnéticas conhecidas como ondas de plasma. Essas ondas de plasma, como o rugido contínuo do oceano, criam uma cacofonia rítmica que - com as ferramentas certas - podem ser gravadas.
Cientistas da NASA estão usando as sondas gêmeas da missão Van Allen - as mesmas que descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra - para entender a dinâmica dessas ondas de plasma.
Agora, eles apresentaram um novo mapa dessas interações, que deverá permitir melhorar as previsões do tempo espacial, que pode ter efeitos prejudiciais nos satélites e nos sinais de telecomunicações. As observações das duas sondas permitiram registrar esses estranhos sons do espaço, feitos por diferentes ondas de plasma na sinfonia de partículas em torno da Terra.
Ao entender como as ondas e as partículas interagem no espaço, é possível começar a compreender como os elétrons são acelerados ou escapam dos cinturões de radiação - os cinturões de Van Allen -, o que por sua vez poderá ajudar a proteger nossos satélites e telecomunicações no espaço.
Sons do espaço ajudam a proteger satélites de comunicação
Diferentes tipos de ondas de plasma desencadeadas por vários mecanismos ocupam diferentes regiões do espaço em torno da Terra. [Imagem: NASA Goddard Space Flight Center/Mary Pat Hrybyk-Keith]
Sons do espaço
As duas sondas Van Allen usam um aparelho chamado EMFISIS - abreviação em inglês para "Conjunto de Instrumentos para Medição de Campo Elétrico e Magnético e Ciência Integrada" - para medir as ondas elétricas e magnéticas que circulam em volta da Terra. Quando as naves encontram uma onda, os sensores gravam as mudanças na frequência dos campos elétricos e magnéticos. Basta então mudar as frequências para a faixa audível para que seja possível literalmente ouvir os sons do espaço.
Um tipo de onda de plasma fundamental para moldar o ambiente espacial próximo da Terra são as chamadas ondas de modo assovio. Elas criam sons distintos dependendo do plasma em que viajam. Por exemplo, a região bem próxima à superfície da Terra, chamada plasmasfera, é relativamente densa de plasma frio, o que torna as ondas muito diferentes daquelas que viajam por regiões mais afastadas. Embora diferentes ondas em modo assovio "cantem" melodias diferentes, todas movem-se da mesma maneira, com as mesmas propriedades eletromagnéticas.
Essas ondas também são geradas quando um raio atinge a Terra. A descarga elétrica desencadeia ondas de plasma, algumas das quais escapam da atmosfera e chocam-se com as linhas do campo magnético da Terra. Como um raio cria uma gama de frequências, e como as frequências mais altas viajam mais rapidamente, a onda gera um apito que começa alto e vai decaindo - um autêntico assovio.

Para além da plasmasfera, onde o plasma é tênue e relativamente quente, as ondas se parecem mais com o chilrear de um bando de pássaros barulhentos. Esse tipo de onda é chamado de coro e é criado quando os elétrons são empurrados para o lado noturno da Terra - o que, em alguns casos, pode ser causado pela reconexão magnética, uma explosão dinâmica de linhas de campo magnético emaranhadas no lado escuro da Terra. Quando esses elétrons de baixa energia atingem o plasma, eles interagem com partículas, transmitindo energia e criando um tom ascendente único.

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Astrônomos descobrem menor estrela já encontrada

Caro Leitor(a),


Astrônomos descobrem menor estrela já encontrada

Menor estrela conhecida tem tamanho de planeta
Esta pode ser uma das menores estrelas que merecem o nome de estrela.[Imagem: Amanda Smith]
Menor estrela conhecida
Uma equipe internacional de astrônomos acaba de identificar a menor estrela que se conhece.
Pouco maior do que Saturno, a estrela EBLM J0555-57Ab está localizada a cerca de 600 anos-luz da Terra e parece ter a massa mínima possível para que possa ser chamada de estrela, o que significa ser capaz de iniciar e sustentar a fusão de hidrogênio em hélio em seu núcleo.
"Nossa descoberta revela como as estrelas podem ser pequenas," disse Alexander Boetticher, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "Se essa estrela tivesse se formado apenas com um pouco menos de massa a reação da fusão de hidrogênio em seu núcleo não seria sustentável, e a estrela teria se tornado uma anã marrom."
Mais do que uma curiosidade científica, estrelas pequenas e frias são candidatas muito boas para se procurar por planetas com condições de habitabilidade, como recentemente se viu com a estrela anã TRAPPIST-1.
Embora sejam as estrelas mais numerosas no Universo, esses pequenos astros, com massa e dimensões menores do que 20% das do Sol, são pouco compreendidas pelos astrônomos justamente pela dificuldade em detectá-las - elas são pequenas demais e pouco brilhantes para nossos telescópios.

Bibliografia:

The EBLM project III. A Saturn-size low-mass star at the hydrogen-burning limit
Alexander von Boetticher, Amaury H.M.J. Triaud, Didier Queloz, Sam Gill, Monika Lendl, Laetitia Delrez, David R. Anderson, Andrew Collier Cameron, Francesca Faedi, Michaël Gillon, Yilen Gómez Maqueo Chew, Leslie Hebb, Coel Hellier, Emmanuël Jehin, Pierre F.L. Maxted, David V. Martin, Francesco Pepe, Don Pollacco, Damien Ségransan, Barry Smalley, Stéphane Udry, Richard West
Astronomy & Astrophysics
https://arxiv.org/abs/1706.08781
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sonda Juno mostra um Júpiter totalmente diferente

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Sonda Juno mostra um Júpiter totalmente diferente

Sonda Juno mostra um Júpiter totalmente diferente
Por que um polo de Júpiter é tão diferente do outro é um enigma que os pesquisadores ainda tentam solucionar.[Imagem: NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/BETSY ASHER HALL/GERVAS]
Um Júpiter totalmente novo
As observações iniciais de Júpiter feitas pela sonda espacial Juno são "de tirar o fôlego", anunciaram os cientistas da Nasa no primeiro comunicado sobre os resultados iniciais da missão.
E o que mais os deixou perplexos até agora foram as gigantescas "tempestades" registradas nos polos do planeta.
"Pense em um monte de furacões, cada um do tamanho da Terra, todos tão espremidos uns aos outros que chegam a se tocar," exemplificou Mike Janssen. "Até mesmo entre os pesquisadores mais experientes, essas imagens de nuvens imensas rodopiando têm impressionado muito."
sonda Juno chegou a Júpiter em 4 de julho do ano passado. Desde então, ela tem se aproximado do planeta gasoso a cada 53 dias.
Segundo a equipe da NASA, a sonda está mostrando um "Júpiter totalmente novo", muito diferente da forma como os cientistas descreviam o planeta até agora.
Ideias ingênuas
A equipe da Nasa diz que o que se sabia previamente sobre Júpiter está sendo revisto com base nas novas descobertas.
"(Com) essa observação mais próxima, constatamos que várias ideias que tínhamos (sobre Júpiter) eram incorretas e até mesmo ingênuas," afirma Scott Bolton, principal pesquisador do Instituto de Pesquisa de San Antonio, no Texas.
Os grandes ciclones que cobrem as altas latitudes do planeta só agora estão sendo vistos em detalhes, porque as missões anteriores nunca conseguiram realmente olhar o planeta por cima e por baixo, como Juno tem conseguido - e, certamente, nenhuma teve resolução tão alta - é possível discernir características com resolução de 50 km.
Amônia
As estruturas são muito diferentes daquelas encontradas nos polos de Saturno, por exemplo, e as razões disso ainda não são compreendidas.
Outra surpresa vem do Radiômetro de Micro-ondas (MWR na sigla em inglês) da Juno, que detecta o comportamento abaixo da superfície de nuvens. Seus dados indicam a presença de uma ampla faixa de amônia que vai do topo da atmosfera até a maior profundeza que se pode detectar - pelo menos 350 km para baixo. Ela pode ser parte de um grande sistema de circulação.

Mas a MWR mostra que a amônia em latitudes maiores pode ser muito mais variável. "O que isso está nos dizendo é que Júpiter não está muito definido por dentro," disse Bolton. "Está completamente errada a ideia de que, uma vez que você vá além da luz solar, tudo será uniforme e tedioso. A realidade pode ser muito diferente dependendo de onde você olha."

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