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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Mais de metade do espelho gigante do ELT já se encontra no Chile

Caro(a) Leitor(a),




Peça a peça, o maior espelho de telescópio alguma vez construído está a atravessar o Atlântico. Quase 500 segmentos do espelho principal do Extremely Large Telescope (ELT) do ESO já chegaram às Instalações Técnicas do ELT, no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, o que representa um pouco mais de metade de todos os segmentos que estão a ser fabricados para o que virá a ser um "olho" de 39 metros virado para o céu. O último segmento entrou já em produção na Safran Reosc, em França. Uma vez que não é possível fabricar um espelho desta dimensão a partir duma única peça de vidro, o espelho principal do ELT (M1) compõe-se de 798 segmentos individuais, que funcionarão em uníssono como se de um só se tratassem para observar o Universo profundo com todo o detalhe.

A produção dos segmentos hexagonais do M1 trata-se dum processo complexo que ilustra bem a colaboração internacional que torna o ELT possível. A viagem de cada segmento começa na Alemanha, onde a SCHOTT fabrica as peças em bruto a partir de Zerodur©, um material vitrocerâmico cuja forma praticamente não se altera com variações de temperatura. As peças em bruto são depois enviadas para a Safran Reosc, perto de Poitiers, em França, onde são moldadas, polidas e montadas nos seus suportes, os quais foram concebidos pela TNO e produzidos pela VDL ETG Projects BV, duas empresas holandesas. O consórcio FAMES (Fogale, França; MicroEpsilon, Alemanha) concebeu e fabrica os sensores que monitorizam a posição relativa de cada segmento, e a empresa alemã Physik Instrumente produz os atuadores que mantêm cada segmento perfeitamente alinhado com os seus vizinhos. A etapa final do percurso dos segmentos do M1 e dos seus suportes é uma viagem de 10 000 quilómetros por camião e por navio até ao deserto chileno do Atacama, tarefa esta a cargo da empresa dinamarquesa DSV.

À sua chegada às Instalações Técnicas do ELT, os segmentos são inspecionados e revestidos pelos engenheiros e técnicos do ESO, conferindo-lhes assim o acabamento altamente refletor que irá capturar a luz das estrelas. No entanto, este revestimento não dura sempre: quando o telescópio estiver em funcionamento, será necessário substituir dois segmentos por dia para lhes aplicar uma nova camada refletora, trabalho que a equipa do ESO no Paranal realizará ao longo de toda a vida útil do ELT. Para que seja possível levar a cabo este trabalho constante sem que o espelho fique com "buracos", foram fabricados 133 segmentos adicionais (ou seja, um total de 931), de modo a que cada segmento que é retirado para revestimento possa ser substituído imediatamente. Com a chegada do último lote, mais de 50% dos 931 segmentos encontram-se agora no Chile.

Os primeiros segmentos chegaram ao Chile no início de 2024, cerca de sete anos após a assinatura dos primeiros contratos industriais para a sua produção. Atualmente, a Safran Reosc atingiu um ritmo de produção de um segmento por dia. Com mais de metade dos segmentos, juntamente com os respetivos suportes, já no Chile, a maior parte dos restantes segmentos encontra-se agora a caminho ou já embalada e pronta para ser expedida, restando por isso apenas um pequeno número ainda em fase de produção. Isto significa que, nos próximos meses, todos os segmentos do M1 estarão no Chile.

Quando, daqui a alguns anos, o ELT começar a observar o Universo a partir do Cerro Armazones, perto do Paranal, o telescópio será o "maior olho do mundo virado para o céu". O espelho gigante, os sistemas sofisticados e os céus escuros sob os quais irá trabalhar, permitir-lhe-ão, entre outros, estudar atmosferas de planetas rochosos em torno doutras estrelas, observar as primeiras galáxias e estrelas que se formaram após o Big Bang e verificar se as constantes da física se alteram ao longo do tempo cósmico. O projeto ELT está agora concluído em mais de 75% e as primeiras observações científicas estão previstas para o final de 2030.

Contatos

Bárbara Ferreira

ESO Media Manager

Garching bei München, Alemanha

Tel: +49 89 3200 6670

Email: press@eso.org

Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, acesse o link para continuar a leitura, pois têm mais conteúdos para aprendizagem.

Fonte / Créditos:  Observattório Europeu do Sul (ESO, na sigla em ingês)  / Publicado 14/10/2026


https://www.eso.org/public/portugal/announcements/ann26009/

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

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