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segunda-feira, 2 de março de 2026

Água subterrânea de bilhões de anos pode abrigar variadas formas de vida

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A vida quimiossintética é encontrada ao redor de fontes hidrotermais no fundo do mar. Crédito: Gallwis - Shutterstock

Muito abaixo da superfície, a Terra abriga formas de vida que a ciência ainda está começando a desvendar. A maior parte desses organismos é microscópica, mas sua variedade genética pode ser tão grande quanto – ou até maior que – a dos seres vivos que habitam a superfície.

Alguns dos ambientes mais incomuns estão associados a águas extremamente antigas, presas há bilhões de anos em fraturas de rochas do escudo pré-cambriano. Essas formações geológicas surgiram nos primórdios do planeta, muito antes de os continentes assumirem o formato atual.

Em resumo:

  • Vida microscópica prospera profundamente abaixo da superfície;
  • Águas pré-cambrianas abrigam ecossistemas isolados há bilhões de anos;
  • Reações químicas geram hidrogênio, fonte energética subterrânea;
  • Rochas antigas indicam crosta amplamente habitável;
  • Achado amplia busca por vida fora da Terra.








Bolhas de gás do chão de uma mina profunda no Canadá. Crédito: J Telling (2009)/Nature

Águas ancestrais abrigam vida abaixo da superfície

Em 2014, pesquisadores identificaram 19 minas no Canadá, na África do Sul e na Finlândia com água rica em hidrogênio retida na litosfera continental pré-cambriana. Em uma mina próxima à cidade canadense de Timmins, a quase três quilômetros de profundidade, foi encontrada a água líquida mais antiga já registrada, isolada entre 1,5 e 2,64 bilhões de anos.

Essas águas ancestrais podem servir de abrigo para a vida subterrânea. Experimentos mostram que reações químicas nas rochas produzem grandes quantidades de hidrogênio, um gás que funciona como fonte de energia para microrganismos. Esse processo independe da luz solar.

Um dos mecanismos é a decomposição radiolítica, em que a radiação natural quebra moléculas de água e libera hidrogênio. Outro é a serpentinização, reação química que altera minerais de rochas antigas e também gera esse gás. Ambos criam condições favoráveis para comunidades microbianas.

“Gigante adormecido” sustenta ecossistemas ocultos

Como as rochas pré-cambrianas formam mais de 70% da crosta terrestre, esses ambientes podem ser mais comuns do que se imaginava. A geoquímica Barbara Sherwood Lollar descreve essas regiões como um “gigante adormecido”, capaz de fornecer energia para vastos ecossistemas subterrâneos.

Segundo ela, a descoberta representa uma mudança significativa na estimativa de quanto da crosta terrestre pode ser habitável. Ambientes antes considerados inertes podem, na verdade, sustentar vida ativa e diversa.





Representação artística elaborada com IA de um reservatório subterrâneo de água na Terra. Crédito: Flavia Correia via ChatGPT

Estudos indicam que o subsolo concentra muitos organismos quimiolitoautotróficos – micróbios que obtêm energia a partir de reações químicas com minerais. Eles são semelhantes aos encontrados em fontes hidrotermais no fundo dos oceanos, onde água aquecida emerge por fissuras submarinas.

A hipótese também amplia a busca por vida fora da Terra. Se processos semelhantes ocorrerem em planetas como Marte, microrganismos poderiam sobreviver usando hidrogênio gerado por reações químicas nas rochas, mesmo sem luz solar.

Pesquisas ainda sugerem que o interior do planeta pode conter até três vezes mais água do que todos os oceanos da superfície. Essa água, porém, não está em estado líquido, sólido ou gasoso, mas presa na estrutura molecular de minerais sob alta pressão e temperatura.

Embora essa reserva profunda não seja acessível à vida conhecida, ela reforça a ideia de que a Terra é, de fato, um planeta aquático em múltiplos níveis – inclusive em regiões invisíveis aos nossos olhos.

Autora do Coteúdo: Flavia Correia

Jornalista formada pela Unitau (Taubaté-SP), com Especialização em Gramática. Já foi assessora parlamentar, agente de licitações e freelancer da revista Veja e do antigo site OiLondres, na Inglaterra.

Fonte / Créditos: Olhar Digital / Publicação 25/02/2026

https://olhardigital.com.br/2026/02/25/ciencia-e-espaco/agua-subterranea-de-bilhoes-de-anos-pode-abrigar-variadas-formas-de-vida/

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Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de EconomiaAstronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias AmazonBook Mundo e outras

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