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sexta-feira, 6 de março de 2026

Um morcego cósmico e as suas estrelas bebés

Caro(a) Leitor(a),










A Fotografia da Semana de hoje, obtida pelo Very Large Telescope (VLT) do ESO, parece mostrar um falcão cósmico a abrir as suas asas. Enquanto as nuvens escuras no meio da imagem formam a cabeça e o corpo da ave de rapina, os filamentos que se estendem para a esquerda e para a direita compõem as suas asas. Por baixo, podemos ver uma nebulosa azul com estrelas recém nascidas que emitem radiação intensa e fazem brilhar fortemente o gás à sua volta.

Esta imagem mostra a nebulosa RCW 36, localizada a cerca de 2300 anos-luz de distância da Terra, na constelação da Vela. Coincidentemente, esta nebulosa, que se assemelha a um falcão, foi também capturada por um "falcão" — o instrumento HAWK-I montado no VLT. Apesar das estrelas mais visíveis da imagem serem estrelas jovens, massivas e brilhantes, os astrónomos que obtiveram estes dados estavam, na verdade, interessados em estudar os objetos ocultos e muito ténues chamados anãs castanhas — "estrelas falhadas incapazes de iniciar a fusão de hidrogénio nos seus núcleos", explica Afonso do Brito do Vale, estudante de doutoramento do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em Portugal, e do Laboratoire d'Astrophysique de Bordeaux, em França, e autor principal de um novo artigo onde esta imagem foi apresentada.

O HAWK-I adequa-se perfeitamente a esta tarefa, uma vez que observa no infravermelho, zona do espectro electromagnético onde estes objetos frios que não chegaram a brilhar como estrelas são mais facilmente detectados, para além de poder corrigir a turbulência atmosférica utilizando óptica adaptativa e produzindo imagens tão nítidas como esta. Este estudo forneceu-nos dados inestimáveis para compreender como é que as anãs castanhas se formam. Adicionalmente, deu-nos também uma imagem impressionante de "estrelas massivas a empurrar as nuvens de gás e poeira à sua volta, quase como um animal a romper a casca do ovo pela primeira vez", como descreve Afonso do Vale. Podemos imaginar que este falcão cósmico está de guarda às suas estrelas bebés, vigiando-as enquanto "nascem".

Link

Créditos: ESO/A. R. G. do Brito do Vale et al.

Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, acesse o link.

Fonte / Créditos: Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) / Publicação 02/03/2026

https://www.eso.org/public/portugal/images/potw2609a/

Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de EconomiaAstronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.


>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

Livraria> https://www.orionbook.com.br/

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