Caro(a) Leitor(a);
Cientistas mediram com sucesso o campo magnético da nebulosa do pulsar
Lighthouse usando o instrumento IXPE da NASA. Suas medições confirmam a teoria
de que partículas de alta energia escapam ao longo das linhas do campo
magnético da galáxia. Esta imagem composta contém dados de raios X do IXPE em
azul (destacados no detalhe), do Observatório de Raios X Chandra em roxo e
dados de rádio da CSIRO em verde. O campo estelar é composto por dados ópticos
do levantamento óptico 2MASS.
Raio X: Chandra: NASA/CXC/Stanford Univ./JT Dinsmore et al.; IXPE:
NASA/MSFC/JT Dinsmore et al., Rádio: CSIRO/ATNF/ATCA; Óptico:
2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF; Processamento de imagem: NASA/CXC/SAO/L.
Fratar
Informações rápidas
Um pulsar é um tipo de estrela de nêutrons com um forte campo magnético
que gira incrivelmente rápido. O pulsar no centro da Nebulosa do Farol está
girando 16 vezes por segundo.
Estrelas de nêutrons são os núcleos remanescentes de estrelas massivas,
formados no final de seus ciclos de vida, que possuem mais massa que o Sol.
Elas são condensadas até o tamanho de uma cidade, tornando-se laboratórios
naturais para o estudo de física extrema.
A polarização é uma propriedade da luz que descreve a direção das
vibrações do seu campo elétrico. O grau de polarização é uma medida de quão
alinhadas essas vibrações estão entre si.
Em junho de 2025, o IXPE dedicou quase 18 dias ao estudo da Nebulosa do
Farol.
Astrônomos estudaram duas ramificações estreitas de raios X que se
estendem do pulsar para entender melhor como elétrons a velocidades próximas à
da luz interagem com esse sistema energético. A ramificação mais longa é
conhecida como "filamento" e a mais curta como "trilha".
Quando partículas de alta energia do pulsar colidem com o gás do espaço
interestelar, elas formam uma onda de choque, semelhante à onda de proa formada
na frente de um barco em alta velocidade. A maioria das partículas fica presa
atrás dessa onda de choque, formando o rastro turbulento deixado pelo pulsar.
Desde 2008, os pesquisadores suspeitam que as partículas de mais alta
energia escapam através dessa onda de choque para o espaço interestelar,
fluindo ao longo das linhas do campo magnético da galáxia para criar o
filamento longo e fino da nebulosa.
“Queríamos testar essa teoria”, disse Jack Dinsmore, estudante de
pós-graduação da Universidade Stanford, que liderou o estudo. “A prova
definitiva viria da medição da polarização da luz, que indica a direção do
campo magnético. Se o campo magnético apontar ao longo do filamento, isso
confirma que as partículas do filamento estão fluindo na direção do campo”.
Um dos desafios dessas medições é que a Nebulosa do Farol é
relativamente tênue. Para contornar isso, os cientistas do IXPE desenvolveram
métodos avançados de análise que utilizam todos os dados disponíveis, evitando
etapas de simplificação que poderiam limitar as informações. Com essas novas
ferramentas e as novas observações da Nebulosa do Farol, a equipe científica
conseguiu medir a polarização do filamento. Essas técnicas também permitiram
medir a polarização do rastro e o sinal de emissão do pulsar.
A análise confirmou, com mais de 99% de confiança, que o campo magnético
está de fato alinhado com o fluxo de partículas.
Embora a direção paralela confirme os modelos para o movimento da
partícula, o grau de polarização foi suficientemente alto para levantar novas
questões.
“Muitos dos modelos para filamentos assumem forte turbulência
magnética”, disse Roger Romani, professor da Universidade Stanford e coautor
deste artigo. “O alto grau de polarização que medimos indica uma turbulência
menor do que a exigida por esses modelos.”
As observações do IXPE também mostraram que o campo magnético
responsável pela emissão de raios X tinha que ser paralelo ao rastro. No
entanto, os autores coletaram observações de radiofrequência que mostravam um
campo magnético apontando quase exatamente perpendicularmente.
“A notável divergência nas orientações do campo magnético observada
entre comprimentos de onda de rádio e raios X fornece evidências convincentes
da natureza altamente estruturada desses objetos”, disse Niccolò Bucciantini,
do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália e coautor do estudo. “Isso
representa a primeira indicação clara de que partículas de diferentes energias
ocupam regiões distintas dentro do sistema, sugerindo a presença de múltiplos
mecanismos de aceleração, potencialmente muito diferentes entre si”.
Saiba mais sobre a IXPE
A missão IXPE, que continua a fornecer dados sem precedentes,
possibilitando descobertas inovadoras sobre objetos celestes em todo o
universo, é uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Italiana, com
parceiros e colaboradores científicos em 12 países. Ela é liderada pelo Centro
de Voos Espaciais Marshall da NASA em Huntsville, Alabama, e a BAE Systems,
Inc. gerencia as operações da espaçonave em conjunto com o Laboratório de
Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado em Boulder.
Saiba mais sobre a missão contínua do IXPE aqui:
Para saber mais, acesse o link, pois têm mais conteúdos para aprendizagem.
Fonte / Créditos: NASA / Michael Allen / 09/07/2026
https://science.nasa.gov/missions/ixpe/nasa-space-telescope-maps-magnetic-fields-of-lighthouse-pulsar/?utm_source=TWITTER&utm_medium=NASA_Marshall&utm_campaign=NASASocial&linkId=978527221
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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios. Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/
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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras
Orion Book: https://www.orionbook.com.br/
Amazon: https://link.amazon/B0boppSBQ
Shein: https://br.shein.com/?aff_id=6450526705&invite_code=T2P8C
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