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segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Água Lunar (Lunar Water)

Caro(a) Leitor(a);












Essa imagem captura a essência das evidências científicas: as concentrações de gelo em crateras sombreadas nos polos, fundamentais para missões como Artemis.

Aqui está o mapa representativo da distribuição de gelo de água no Polo Norte Lunar:










Observações sobre o Polo Norte:

  • A distribuição de gelo é mais dispersa e em manchas isoladas em comparação com o Polo Sul, onde os depósitos são mais concentrados.
  • As principais evidências vêm do instrumento Moon Mineralogy Mapper (M³) da Chandrayaan-1, confirmado por dados do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).
  • Regiões permanentemente sombreadas (PSRs) atuam como cold traps, acumulando gelo de impactos de cometas e asteroides.

 

Se quiser variações (ex.: polo norte, vista 3D, com legendas em português, ou foco em SOFIA/Chang’e-5), é só pedir!

 

Aqui está uma imagem representativa gerada da Água Lunar:

A Água Lunar (Lunar Water) refere-se à presença de água na Lua, principalmente na forma de gelo em regiões polares permanentemente sombreadas (permanently shadowed regions — PSRs) e como moléculas de H₂O ou grupos hidroxila (·OH) adsorvidos ou incorporados no regolito lunar. Essa descoberta revolucionou a compreensão da história lunar, da origem dos voláteis no Sistema Solar interno e tem implicações diretas para a exploração futura, incluindo a produção de propelentes, oxigênio e suporte à vida em bases lunares (In-Situ Resource Utilization — ISRU).

Contexto Histórico e Evolução das Evidências

Durante a era Apollo (1969–1972), as amostras lunares pareciam indicar uma Lua “seca”, com traços mínimos de água atribuídos a contaminação terrestre. Análises posteriores com técnicas mais sensíveis reavaliaram isso.

  • Anos 1990: Missões Clementine (1994) e Lunar Prospector (1998) detectaram assinaturas de hidrogênio em altas concentrações nos polos, sugerindo gelo em crateras permanentemente sombreadas, onde temperaturas podem cair abaixo de 110 K, atuando como “armadilhas frias” (cold traps).
  • 2008–2009: O instrumento Moon Mineralogy Mapper (M³) a bordo da sonda indiana Chandrayaan-1 detectou hidroxila e água em larga escala. Em 2018, análises confirmaram gelo de água exposto na superfície em regiões polares.
  • 2009: A missão LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) impactou intencionalmente a cratera Cabeus e confirmou a presença de grãos de gelo de água no material ejetado, junto com o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).
  • 2020: O observatório SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) detectou inequivocamente moléculas de H₂O molecular na superfície iluminada pelo Sol (ex.: cratera Clavius), em concentrações equivalentes a uma garrafa de 355 ml por metro cúbico de solo. A água está protegida em bolhas de vidro lunar ou entre grãos de regolito.
  • Amostras recentes: A missão chinesa Chang’e-5 (2020) retornou amostras contendo um mineral desconhecido (ULM-1), um cristal hidratado com ~41% de água molecular (H₂O), estável mesmo em condições lunares. É a primeira detecção direta de H₂O molecular em amostras físicas lunares.

Distribuição e Quantidade

  • Polos: Maior concentração de gelo em PSRs, especialmente no polo Sul (crateras como Shackleton, Haworth, Shoemaker). No Norte, mais disperso. Estimativas indicam depósitos significativos, mas não camadas puras grossas — tipicamente misturado ao regolito (~0,1–30% em alguns locais).
  • Superfície iluminada: Água molecular em baixas concentrações, mas amplamente distribuída, originada de impactos de cometas/micrometeoritos ou migração.
  • Interior lunar: Traços em vidros vulcânicos e minerais indicam água primordial incorporada durante a formação da Lua (~4,5–4,3 bilhões de anos atrás), principalmente de asteroides carbonáceos semelhantes a condritos.

Origens

A água lunar tem múltiplas fontes:

  1. Entrega por impactos — Asteroides e cometas durante o bombardeio tardio pesado.
  2. Interior primordial — Incorporada durante a formação da Lua a partir de detritos terrestres pós-impacto gigante.
  3. Processos atuais — Liberação por meteoritos, sublimação e migração para cold traps.

Estudos isotópicos (D/H) mostram semelhanças com água terrestre e de asteroides, mas com contribuições cometares.

Implicações Científicas e Práticas

  • Geologia e evolução: Indica que a Lua não era tão “seca” quanto se pensava; afeta modelos de formação do Sistema Solar.
  • Exploração: Água pode ser extraída para produzir hidrogênio e oxigênio (combustível de foguetes) e suporte vital. Missões Artemis da NASA priorizam os polos sul.
  • Desafios: Radiação, temperatura, gardening do regolito (mistura por micrometeoritos) complicam a extração e preservação.

Fontes Bibliográficas Principais (selecionadas)

  • NASA Science. “Moon Water and Ices” (atualizado 2026). Disponível em: https://science.nasa.gov/moon/moon-water-and-ices/
  • Li, S. et al. (2018). “Direct evidence of surface exposed water ice in the lunar polar regions”. PNAS. DOI: 10.1073/pnas.1802345115.
  • Barnes, J. et al. (2016). “An asteroidal origin for water in the Moon”. Nature Communications. DOI: 10.1038/ncomms11684.
  • Honniball, C. I. et al. (2020). SOFIA results em Nature Astronomy.
  • Artigo sobre ULM-1 (Chang’e-5): Nature Astronomy (2024).
  • Wikipedia “Lunar water” (visão geral com referências; consultar fontes primárias).

Imagem representativa: Mapa composto mostrando gelo de água (em azul) nos polos lunares, baseado em dados do Moon Mineralogy Mapper (M³) da Chandrayaan-1.

Você pode visualizar imagens oficiais em:



Obrigado pela sua visita e volte sempre!

Para saber mais, acesse o link.

Fonte / Créditos: Citadas Acima


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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras

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