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terça-feira, 23 de junho de 2026

MCTI, AEB e Finep celebram avanços em projetos estratégicos para acesso soberano ao espaço

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Assinatura simbólica de dois projetos de subvenção econômica apoiados pela Finep, durante o SpaceBR Show 2026. Foto: AEB.

esta quinta-feira (18), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) realizaram, durante a 6ª edição do SpaceBR Show, em São Paulo (SP), a assinatura simbólica de dois projetos de subvenção econômica apoiados pela Finep.

As iniciativas contemplam o arranjo empresarial liderado pela empresa CENIC Engenharia Indústria e Comércio Ltda, responsável pelo projeto MicroLançador Brasileiro (ML-BR), e a empresa Bizu Tecnologias Aeroespaciais e Serviços Ltda, voltada ao desenvolvimento de tecnologias nacionais de propulsão líquida.

No caso do ML-BR, a assinatura celebrou o início da fase de integração do modelo estrutural do primeiro veículo lançador de satélites desenvolvido pela indústria nacional. A AEB mantém Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com a Finep para o acompanhamento técnico do projeto, que tem como objetivo inaugurar a capacidade autônoma do Brasil de colocar pequenos satélites em órbita e inserir o País no mercado global de lançamentos espaciais, fortalecendo a soberania nacional e reduzindo a dependência de lançadores estrangeiros.

“A assinatura foi um marco importante para o setor espacial. E, após esse ato solene, em frente ao mockup do MLBR, a ministra ainda teve a oportunidade de participar de uma reunião onde nós tínhamos o futuro da engenharia espacial, com representantes de diversas universidades com curso de formação na área de engenharia espacial”, afirmou o Diretor de Governança do Setor Espacial, Brigadeiro Rogério Veríssimo.








Diretor de Governança do Setor Espacial, Brigadeiro Rogério Veríssimo, durante a assinatura. Foto: AEB.

Para o diretor de inovação da Finep, Elias Ramos, os investimentos fazem parte de uma importante estratégia em busca da soberania tecnológica. “Já fizemos investimentos na ordem de R$ 3 bilhões em busca de autonomia na área de defesa e da soberania nacional. Estamos avançando em tecnologias estratégicas que o Brasil nunca teve, mas que agora passa a ter com as atitudes firmes deste governo e do MCTI”, afirmou.

Também durante a feira, foi realizada a assinatura simbólica do contrato de subvenção econômica da Finep com a Bizu Tecnologias Aeroespaciais e Serviços Ltda. para o desenvolvimento da “Plataforma Nacional de Propulsão Líquida Integrada Baseada em Peróxido de Hidrogênio para Lançadores Espaciais e Sistemas de Defesa”.

O projeto conta com investimento de R$ 26,4 milhões, sendo R$ 25 milhões provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A iniciativa prevê o desenvolvimento de tecnologias nacionais de propulsão líquida, incluindo sistemas críticos como a turbobomba POSEIDON, ampliando a competitividade dos futuros veículos lançadores brasileiros.

Criada por ex-alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Bizu representa uma nova geração de deeptechs nacionais que atuam em áreas estratégicas de alta intensidade tecnológica.

“A construção da soberania nacional passa necessariamente pelo domínio de tecnologias estratégicas. Os projetos que acompanhamos hoje demonstram a capacidade da ciência, das empresas e das instituições brasileiras de desenvolver soluções inovadoras em áreas fundamentais para o país, como o setor espacial, a defesa e o monitoramento de nossas riquezas”, destacou a ministra do MCTI, Luciana Santos.

Os investimentos, provenientes do FNDCT, integram a Nova Indústria Brasil (NIB), política voltada ao fortalecimento da competitividade da indústria nacional por meio da ciência, tecnologia e inovação. Embora com abordagens distintas, os dois projetos contribuem para um objetivo comum: ampliar a capacidade brasileira de acesso soberano ao espaço e reduzir a dependência de lançadores estrangeiros, desafio perseguido pelo País desde a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), iniciada na década de 1980.








Da esquerda para a direita: Diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos; Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; e o Diretor de Governança do Setor Espacial da AEB, Brigadeiro Rogério Veríssimo. Foto: AEB.

As assinaturas foram realizadas pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; pelo Diretor de Governança do Setor Espacial da AEB, Brigadeiro Rogério Veríssimo; e pelo Diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos.

Com informações do MCTI. 

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Ciência e Tecnologia


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Para saber mais, acesse o link.

Fonte / Créditos: Agência Espacial Brasileira (AEB / Publicada 18/06/2026

https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias/mcti-aeb-e-finep-celebram-avancos-em-projetos-estrategicos-para-acesso-soberano-ao-espaco

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de EconomiaAstronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias AmazonBook Mundo e outras

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