Caro(a) Leitor(a);
Este diagrama ilustra o modo como os astrónomos podem inferir a intensidade dos campos magnéticos em exoplanetas a partir do seu efeito nos ventos.
Os planetas aqui apresentados são gigantes gasosos como Júpiter, mas encontram-se em acoplamento de maré: um dos lados está constantemente voltado para a estrela e é, por isso, muito mais quente do que o outro. Esta diferença nas temperaturas gera ventos poderosos que sopram do lado diurno para o lado noturno. Normalmente, estes ventos são mais rápidos em planetas que são, em geral, mais quentes, uma vez que há mais energia para impulsionar os ventos. É isto que mostramos na parte superior do diagrama: o planeta mais quente, à direita, apresenta ventos mais rápidos, indicados pelo velocímetro.
Os ventos transportam partículas carregadas, iões e electrões, como se fossem um circuito elétrico gigante do tamanho do planeta. O campo magnético do planeta dissipa a energia destas partículas, abrandando o vento. Este efeito é mais pronunciado em planetas mais quentes: as temperaturas mais elevadas separam mais moléculas em iões e electrões, tornando o vento mais susceptível a este abrandamento magnético. Este fenómeno é ilustrado na parte inferior do diagrama, onde o planeta mais quente, à direita, acaba por ter ventos mais lentos do que o planeta mais frio.
Com o auxílio de espectrógrafos, os astrónomos conseguem medir a temperatura e a velocidade dos ventos em exoplanetas. Uma tendência de diminuição da velocidade do vento à medida que a temperatura aumenta pode, portanto, indicar a presença de campos magnéticos nesses planetas.
Créditos:ESO/M. Kornmesser, L. Calçada
No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios. Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/
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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
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>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras
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