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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Operação Potiguar 2 testa sistema de recuperação da PSM-R em voo suborbital

Caro(a) Leitor(a), 







Missão ocorre no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, e inclui quatro experimentos apoiados pela Agência Espacial Brasileira

Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN), realiza, de 31 de agosto a 19 de setembro, a Operação Potiguar 2. A missão tem como principal atividade o lançamento da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R), a bordo do veículo de sondagem VS-30 V16.

A segunda fase da Operação Potiguar dá continuidade às atividades realizadas em 2024. A primeira etapa teve foco na verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento. Nesta fase, o objetivo principal é testar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da PSM-R.

A iniciativa integra o Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB) e envolve atividades voltadas à realização de pesquisas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade. A estrutura permite o desenvolvimento de experimentos nacionais que podem exigir o retorno de amostras e equipamentos para análise após o voo.

PSM-R será submetida a teste de recuperação

A Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável é um dispositivo do Programa Microgravidade e está em desenvolvimento pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a empresa Orbital Engenharia e a AEB. A missão atual tem como finalidade testar em voo o sistema de recuperação por paraquedas da plataforma.

A PSM-R oferece suporte aos experimentos científicos e tecnológicos durante o voo, com fornecimento de energia, canais de telemetria e controle de atitude, por meio da eliminação de todas as velocidades angulares para viabilizar a imponderabilidade. O sistema de recuperação possui um conjunto de paraquedas que permite o retorno da plataforma e o resgate da carga útil no mar.

A recuperação é necessária para pesquisas que dependem do retorno de amostras aos laboratórios. O recurso também possibilita o reaproveitamento de equipamentos, pode reduzir o intervalo entre lançamentos e apresenta custo significativamente menor. O teste em voo é necessário para a qualificação do sistema, pois as condições enfrentadas pelos paraquedas durante o retorno não podem ser reproduzidas de forma integral em ensaios terrestres.

A plataforma deverá atingir um apogeu de aproximadamente 150 quilômetros, conforme voos anteriores. Na configuração atual, possui dimensões e massa semelhantes às de uma carga útil típica do VSB-30 e constitui a maior e mais pesada carga já lançada por um VS-30.

Quatro experimentos têm participação da AEB

A PSM-R transportará quatro módulos destinados a experimentos científicos e tecnológicos resultantes de parcerias da AEB com instituições e empresas. Também serão embarcados três experimentos do IAE para testes de tecnologias destinadas a seus veículos.

Entre os experimentos apoiados pela Agência está a Análise dos Efeitos da Microgravidade sobre Microrganismos (AEMM), da Rede Space Farming Brasil. A rede reúne instituições como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O experimento avaliará os efeitos da microgravidade sobre microrganismos durante o voo suborbital. A pesquisa também verificará os efeitos das vibrações sobre a viabilidade celular. Os organismos serão acondicionados em tubos de ensaio dentro de um módulo CubeSat 1U.

Outro experimento é o CTM-Sec, da R-CRIO, sob responsabilidade da pesquisadora sênior Fernanda Bombaldi. A pesquisa avaliará o impacto das condições extremas de um voo suborbital sobre a estabilidade do secretoma de células-tronco mesenquimais. O secretoma reúne proteínas bioativas, fatores de crescimento e vesículas extracelulares produzidos pelas células, com potencial terapêutico para regeneração de tecidos e imunomodulação.

A PSM-R também levará o MundoTec, plataforma de experimentos em microgravidade do SENAI CIMATEC em parceria com o canal Manual do Mundo. A iniciativa reúne três testes relacionados a variações de aceleração e oscilações, evidenciando a física e matemática no contexto de viagens espaciais e aplicação de experimentos compactos em voos suborbitais educacionais.

O quarto experimento é o teste da Antenna for CubeSat Telemetry, da Tycho Space. A atividade avaliará o funcionamento de uma antena para CubeSats em condições reais de lançamento.

Tecnologias do IAE também serão embarcadas

Além dos quatro experimentos apoiados pela AEB, a PSM-R transportará três tecnologias desenvolvidas ou testadas pelo IAE.

O Sistema de Interface Pirotécnica (SIP) avaliará um equipamento destinado a aumentar a segurança das linhas pirotécnicas e permitir testes e armação elétrica remotos em veículos de sondagem e lançadores.

O Bat Li-Ion consiste no teste de uma bateria de alta densidade energética, fabricada pelo IAE para aplicação em veículos suborbitais.

Já o RangeLoRa, desenvolvido pelo IAE em cooperação com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), utiliza a tecnologia LoRa para transmitir informações de auxílio à localização da carga útil após o pouso.

VS-30 realizará o lançamento

O lançamento da PSM-R ocorrerá a partir do CLBI com o veículo de sondagem VS-30 V16. Desenvolvido pelo IAE, o VS-30 é um veículo suborbital de um estágio, movido a propelente sólido. O foguete utiliza lançamento por trilho e estabilização aerodinâmica e por rotação.

O veículo é destinado ao transporte de cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros, o que permite a realização de experimentos em condições de microgravidade de alta qualidade durante parte do voo.

Subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Força Aérea Brasileira (FAB), o CLBI atua em atividades de lançamento, rastreamento e acompanhamento de veículos espaciais. Na Operação Potiguar 2, o Centro realiza a preparação, o treinamento e a verificação dos equipamentos e procedimentos necessários à missão.

Operação amplia dados para pesquisas em microgravidade

Os resultados da Operação Potiguar 2 poderão fornecer dados para a avaliação do sistema de recuperação da PSM-R e para o desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em microgravidade.

A missão também contribui para a geração de conhecimento e para a capacitação em engenharia, ciência e tecnologia espacial. Os dados obtidos poderão subsidiar novas pesquisas e aplicações tecnológicas no setor espacial brasileiro.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Categoria
Ciência e Tecnologia

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Fonte / Créditos:   Agência Espacial Brasileira (AEB) /  Publicado 14/09/2026

https://www.gov.br/aeb/pt-br/assuntos/noticias/operacao-potiguar-2-testa-sistema-de-recuperacao-da-psm-r-em-voo-suborbital

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

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