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Lua pode virar catapulta de satélites
Além de uma cidade autossustentável, Musk quer transformar a lua em uma fábrica (Créditos: Getty Images)
Após adiar planos para colonização de Marte, o bilionário quer construir uma fábrica de satélites de IA na superfície lunar
A construção de uma cidade autossustentável na Lua não é mais suficiente para os planos ambiciosos de Elon Musk. Agora, o bilionário quer construir uma uma fábrica de satélites de IA na superfície lunar, com uma catapulta gigantesca para lançá-los no espaço.
A proposta foi apresentada durante uma reunião com funcionários da xAI; os áudios do encontro foram obtidos pelo The New York Times. Segundo Musk, a Lua seria ideal para viabilizar centros de dados de inteligência artificial devido a energia solar constante.
A ideia é que o dispositivo, nomeado de “impulsionador de massa”, funcione como um lançador eletromagnético capaz de enviar cargas ao espaço sem a necessidade a combustíveis químicos ou foguetes convencionais — o que reduziria os custos da operação.
A estrutura seria integrada a um complexo industrial instalado na superfície lunar, viabilizando a fabricação e o lançamento local de satélites.
Desafios logísticos e físicos
Especialistas, no entanto, demonstram ceticismo quanto à viabilidade do projeto, diante dos desafios físicos e logísticos que a missão implica. Entre os principais pontos de atenção, estão:
*A construção: Construir uma colônia e uma fábrica na Lua exigiria inúmeras expedições, sendo que há mais de 50 anos o ser humano não pisa na Lua;
*Manutenção dos servidores de IA: no Planeta Terra, o calor se dissipa pelo ar, porém no vácuo, a lógica não é a mesma. Para resfriar os equipamentos, seria necessário recorrer à radiação térmica — o que exigiria radiadores enormes para evitar o derretimento dos chips.
*Velocidade de escape: para atingir a órbita lunar, o satélite precisaria ser lançado a pelo menos 6,115 km/h;
*Força de aceleração extrema: Qualquer objeto lançado da Lua precisaria suportar forças de aceleração superiores a 10 mil vezes a gravidade terrestre.
Apesar da dimensão dos desafios, a recente fusão entre xAI e SpaceX permite unir a logística da nave Starship com os algoritmos de IA para gerenciar a IA para gerenciar a futura base lunar. A NASA tem um contrato de US$ 2,89 bilhões com a SpaceX para o desenvolvimento de um sistema de pouso lunar que levará astronautas à superfície da Lua.
A extensão dos planos lunares
Getty Images
A proposta apresentada por Musk neste mês de fevereiro inclui a construção de uma cidade lunar autossustentável, mantida por energia solar quase ininterrupta e pela mineração de gelo na região sul da Lua. A área planejada é a borda da cratera Shackleton, que recebe luz solar entre 80% e 90% do do ano lunar, segundo estudos da NASA.
Na teoria, a cidade seria capaz de crescer de forma independente, funcionando como base de testes, centro logístico e polo industrial — acelerando o desenvolvimento de sistemas para missões interplanetárias.
A mudança de postura de Musk pode estar relacionada à corrida espacial que vem se intensificando entre Estados Unidos e China. Ambos os países possuem missões espaciais programadas para retornar à Lua nos próximos anos, com planos de explorar o ambiente cientificamente e estabelecer presença sustentável no território.
Entre os desafios que dificultam uma viagem lunar estão a duração da jornada, que pode levar à perda de massa óssea e muscular, além dos impactos causados pela radiação. Apesar desses obstáculos estarem sendo superados pouco a pouco, os custos das operações ainda são altíssimos.
Histórico de incertezas
Até o ano passado, Musk definia a Lua como “uma distração” até que ele pudesse cumprir seu objetivo real: colonizar Marte. Porém, nesta semana, os planos do bilionário parecem ter tomado outro rumo.
Segundo Musk, a meta de ir para a Lua deve levar em média 10 anos, enquanto os planos para Marte poderiam levar mais de 20 anos – e por isso, a Lua subiu em sua lista de prioridades. A notícia foi dada por meio de um post no X, que diz: “A missão da SpaceX permanece a mesma: estender a a consciência e a vida como a conhecemos às estrelas. Só é possível viajar para Marte quando os planetas se alinham a cada 26 meses (tempo de viagem de seis meses), enquanto podemos lançar foguetes para a Lua a cada 10 dias (tempo de viagem de dois dias).”
Segundo Musk, os planos para construir uma cidade na Lua não foram completamente descartados: a ideia é que comecem entre cinco e sete anos, segundo informado pela CNN.
Mas essa não é a primeira e nem a segunda vez que Musk estabelece metas para planos extraordinários que, no fim das contas, não são concretizados. Em 2016, ele prometeu que aSpaceX enviaria missões de carga para Marte até 2018, algo que logo foi adiado para 2022. Agora, quase 10 anos depois, os planos do bilionário mudaram — o foguete Starship ainda está em fases de teste, e o plano prioritário de Marte deu lugar para novos objetivos na Lua.
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Fonte: Forbes / Beatriz Polido / Publicação 15/02/2026
https://forbes.com.br/forbes-tech/2026/02/elon-musk-quer-usar-a-lua-para-catapultar-satelites/
Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras
Livraria> https://www.orionbook.com.br/
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