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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Adaptadas para os extremos

Caro(a) Leitor(a),











A Fotografia da Semana de hoje apresenta duas famílias distintas: um conjunto de antenas do ALMA e um trio de vicunhas, um tipo de camelídeo, parente dos lamas e das alpacas. Apesar de diferentes em praticamente todos os aspetos, os protagonistas desta imagem estão, ainda assim, ligados pelo ambiente natural extremamente inóspito que partilham no alto dos Andes chilenos.

O planalto do Chajnantor, local onde está instalado o Atacama Large Millimetre/submillimetre Array (ALMA), situa-se  a cerca de 5000 metros acima do nível do mar, e é um dos locais mais secos da Terra. A aridez que apresenta é perfeita para observarmos com o ALMA, que procura sinais cósmicos do Universo frio, os quais são facilmente absorvidos pela humidade presente na atmosfera terrestre. No entanto, os pouquíssimos dias nublados que temos por ano neste local, juntamente com uma atmosfera assaz rarefeita, criam condições adversas que levam, tanto a engenharia como a evolução, aos seus limites.

Os recetores do ALMA – os dispositivos que captam sinais do espaço – estão alojados em crióstatos que os mantêm a temperaturas muito baixas e os protegem das drásticas oscilações de temperatura entre o dia e a noite no deserto. As antenas foram concebidas para resistir a ventos tremendamente fortes, que podem atingir os 100 quilómetros por hora. Os componentes eletrónicos do ALMA são arrefecidos com ventiladores de rotação extremamente rápida para compensar a rarefação do ar. Para os técnicos e engenheiros que fazem a manutenção do local, o oxigénio médico portátil é obrigatório no planalto para limitar o risco de mal da montanha.

Tal como o ALMA, também as vicunhas estão bem adaptadas a estas condições extremas. Conseguem lidar com a baixa densidade de oxigénio, pois têm uma maior capacidade de fixar oxigénio nos glóbulos vermelhos e corações 50% mais pesados do que os de mamíferos de tamanho semelhante. As vicunhas também estão protegidas contra grandes variações de temperatura graças à sua densa pelagem de pêlos finos que retém o ar quente, para as isolar durante as noites frias, e forma uma barreira respirável, evitando assim o sobreaquecimento durante o dia.

Créditos: S. Otarola/ESO


Fonte / Créditos:  Observatório Eurpeu do Sul (ESO, na slgla  em inglês)/ Publicada 13/05/2026

https://www.eso.org/public/portugal/images/potw2619a/

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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy  é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios.  Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/

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Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de EconomiaAstronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.


>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias AmazonBook Mundo e outras

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