Caro(a) Leitor(a),
Quando você quer registrar um momento importante da sua vida, geralmente tira uma foto. Você poderia anotar os detalhes principais — com quem estava, onde estava, a hora do dia — mas essas informações podem não ter o mesmo impacto que uma imagem do evento. Os físicos gostam de registrar colisões de partículas de forma semelhante, usando os chamados "displays de eventos", mas produzi-los é um pouco mais complicado do que tirar uma foto com o celular.
No Grande Colisor de Hádrons (LHC), as partículas são aceleradas a quase a velocidade da luz antes de colidirem dentro de detectores ao redor do anel, produzindo ainda mais partículas. Os pesquisadores usam detectores para medir diversas propriedades dessas partículas, a fim de reconstruir a colisão e determinar quais novas partículas podem ter sido criadas.
Os gráficos de eventos são visualizações simplificadas das informações coletadas por esses detectores, projetadas para ajudar os pesquisadores a entender melhor uma colisão, além de revelar quaisquer problemas com o detector ou o software usado para processar os dados. Cada experimento do LHC cria gráficos de eventos de forma ligeiramente diferente, já que seus detectores são muito distintos, mas a maioria contém características principais semelhantes.
Na representação gráfica do evento acima, por exemplo, vemos duas linhas retas (1) representando os feixes de partículas que colidem no ponto de colisão (2). As partículas carregadas produzidas por essas colisões são submetidas a campos magnéticos pelo detector, fazendo com que se afastem do ponto de colisão em trajetórias curvas que são reconstruídas pelos detectores de rastreamento internos. Mostradas aqui como linhas douradas (3), essas trajetórias permitem que os físicos meçam o momento das partículas, já que partículas com menor momento descrevem uma trajetória mais curva do que partículas com maior momento.
Os pequenos cubos amarelos e verde-azulados (4) representam leituras de calorímetros, que medem a energia das partículas que os atingem. Juntamente com os rastros dos detectores internos, essas medições são usadas para agrupar partículas em feixes colimados chamados jatos, mostrados aqui como cones amarelos estreitos (5). Esses jatos fornecem informações sobre os quarks e glúons que se espalham no núcleo das colisões de prótons. Um dos calorímetros também ajuda os pesquisadores a identificar fótons, mostrados aqui como cones roxos (6).
As exibições de eventos servem como um lembrete de que a vasta quantidade de dados produzidos pelos experimentos do CERN a cada ano não é apenas composta de uns e zeros, mas sim um registro dos bilhões de colisões de partículas que ocorrem no Grande Colisor de Hádrons (LHC) a cada segundo. Com a expectativa de que o LHC de Alta Luminosidade facilite um aumento drástico nas colisões de partículas, podemos esperar exibições de eventos ainda mais empolgantes no futuro.
No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios. Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/
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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras
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Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
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