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Nesta Fotografia da Semana vemos quatro raios laser a brilhar no céu austral. Os pontos de luz, um em cada feixe, são criados por uma fina camada de nuvens que atravessa o percurso dos lasers e nos dão uma pista sobre a origem destes feixes. Lançados pelos quatro Telescópios Principais do Very Large Telescope (VLT) do ESO, aqui a trabalhar em conjunto como parte do Interferómetro do VLT (VLTI), a disposição dos quatro pontos brilhantes reflete a disposição dos telescópios. No entanto, a formação destes pontos é apenas um feliz acaso causado por nuvens que se encontravam no caminho — os próprios lasers têm como alvo uma camada muito mais alta da nossa atmosfera.
Desde Novembro de 2025 que os quatro Telescópios Principais do VLT se encontram equipados com lasers, no âmbito do GRAVITY+, uma série de atualizações significativas feita ao VLTI. Cada laser cria uma estrela artificial na alta atmosfera, cerca de 90 km acima da superfície terrestre, que é utilizada para determinar como é que a atmosfera em movimento distorce a luz que recebemos do espaço. Desde modo, o telescópio pode efetuar correções em tempo real, anulando assim o efeito de desfocagem da atmosfera. Esta luz "não desfocada" proveniente dos quatro telescópios é então combinada para podermos obter observações muito detalhadas de objetos cósmicos distantes. A atualização GRAVITY+ abriu todo o céu austral ao VLTI, permitindo que o sistema observe objetos muito mais ténues do que antes.
Nesta imagem, os telescópios e os lasers apontam para o centro da nossa Galáxia, para a região em torno de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo que se esconde no núcleo da Via Láctea. Se olharmos atentamente para o vértice do triângulo formado pelos lasers, talvez consigamos distinguir as quatro estrelas artificiais minúsculas criadas pelos feixes. Observações mais profundas do coração da Via Láctea são um dos objetivos científicos fundamentais do GRAVITY+, no sentido de tentarmos compreender melhor as propriedades do buraco negro supermassivo situado no centro da nossa Galáxia.
"Para mim, esta imagem é uma verdadeira conquista", diz o fotógrafo Anthony Berdeu, astrónomo do ESO que trabalha no projeto GRAVITY+ desde 2022. "Foram anos intensos, desafiantes, mas fascinantes, em que tive a oportunidade de trabalhar com pessoas fantásticas e talentosas do consórcio e do ESO", reflete ele. Após anos de trabalho árduo na implementação das atualizações, "na primeira noite em que os lasers foram apontados para o centro galáctico, tinha mesmo de estar na plataforma do VLT para tirar uma fotografia." A sua fotografia não captura apenas os quatro lasers, que parecem perfurar a mancha escura onde as nuvens de poeira cósmica ocultam o centro galáctico, mas também a faixa brilhante da Via Láctea, no canto inferior direito, e as Nebulosas Trífida e da Lagoa, à esquerda, ambas a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra. Para além disso, Berdeu teve ainda uma "agradável surpresa" quando uma fina nuvem passageira interceptou os lasers, produzindo um contorno dos telescópios em pontos dourados, "o que acrescentou algo especial a toda a imagem".
Links
- Versão anotada da imagem com a disposição dos telescópios
- Timelapse dos lasers a atravessar as nuvens
Créditos: A. Berdeu/ESO
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No "New Space Economy" você vai acompanhar os conteúdos relacionados a Nova Economia Espacial, "a Space Economy". Editei este Blog movido por uma convicção simples: as decisões de negócios mais importantes da próxima década serão influenciadas, direta ou indiretamente, pelo que está acontecendo a 400 quilômetros acima de nossas cabeças. O espaço já é a infraestrutura crítica da economia global. A economia espacial moderna sustenta quase todos os pilares da vida moderna na Terra O New Space Economy é o seu terminal de dados para o que acontece acima da nossa atmosfera, agora traduzido para o idioma dos negócios. Acesse aqui: https://newspaceeconomy.blogspot.com/
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Web Science Academy; Hélio R.M.Cabral (Economista, Escritor eDivulgador de conteúdos de Economia, Astronomia, Astrofísica, Astrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
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Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.


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