Caro(a) Leitor(a);
Nem todos os anéis são fruto da fantasia, meu bem! Para os astrônomos, eles são encontrados no espaço. Os da Imagem da Semana de hoje são discos de detritos: os restos da formação de planetas ao redor de outras estrelas.
Até mesmo o nosso Sistema Solar possui um disco de detritos, conhecido como Cinturão de Kuiper , onde inúmeros asteroides e cometas orbitam o Sol além da órbita de Netuno. Acredita-se que a influência de planetas grandes como Netuno impediu que a poeira e os fragmentos nessa região se aglomerassem e formassem corpos maiores. Portanto, os discos de detritos podem ser vistos como remanescentes da formação planetária, e o estudo daqueles que orbitam outras estrelas é fundamental para a compreensão do nascimento de sistemas planetários.
Usando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array ( ALMA ), uma equipe de astrônomos obteve imagens de alta resolução de 24 discos de detritos ao redor de outras estrelas. As imagens em laranja nesta Imagem da Semana mostram a distribuição de poeira nesses discos, e as em azul, a distribuição de gás em 6 deles.
A origem do gás nos discos de detritos é debatida: pode ser gás primordial remanescente, presente ao redor da estrela desde o início, ou gás liberado posteriormente pela colisão de grãos de poeira. O disco de detritos ao redor da estrela HD 121617, mostrado aqui nas duas imagens no canto superior direito, é muito interessante nesse aspecto. O anel de poeira (laranja) é mais brilhante de um lado, indicando uma maior concentração de grãos de poeira ali. A equipe descobriu que um vórtice de gás poderia aprisionar partículas de poeira ali, mas apenas se a densidade do gás for muito alta. Uma densidade de gás tão alta seria mais consistente com a hipótese de que esse gás seja de origem primordial. Análises adicionais da amostra completa de discos de detritos revelarão mais sobre os segredos desses preciosos anéis.
Links:
- Artigo de pesquisa em Astronomia e Astrofísica
- Comunicado de imprensa do Observatório Nacional de Radioastronomia
Crédito: ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Marinho et al.
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Fonte: Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) / Publicação 20/01/2026
Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.
>Autor de cinco livros, que estão sendo vendidos nas livrarias Amazon, Book Mundo e outras
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