Caro(a) Leitor(a);
Criar uma estrela é um trabalho árduo e o processo não é muito eficiente. O conhecimento atual sugere que um berçário estelar deve ter uma densidade mínima de gás e poeira para que uma estrela se forme. Apenas 1 a 2% de todo o gás e poeira nessas nuvens é utilizado para iniciar a formação de uma estrela. Mas será que regiões ainda mais densas poderiam ser mais eficientes na formação de estrelas?
Na Imagem da Semana de hoje, observamos GAL316, um dos muitos berçários estelares que uma equipe de astrônomos analisou para responder a essa pergunta. Essa região faz parte de um levantamento chamado CAFFEINE – o melhor amigo de um astrônomo – realizado com a câmera ArTéMiS no Atacama Pathfinder Experiment ( APEX ), um radiotelescópio no planalto de Chajnantor. Agora operado pelo Instituto Max Planck de Radioastronomia, esse telescópio captura o brilho tênue de nuvens de gás frio, visto aqui como um brilho azul. Esse brilho foi sobreposto a um fundo estrelado capturado com o telescópio VISTA do ESO.
Os resultados do estudo mostram que, ao contrário dos astrônomos, que se tornam mais eficientes com um pouco de cafeína, as regiões mais densas observadas com este levantamento CAFFEINE não pareceram ser mais eficientes na produção de estrelas do que qualquer outro berçário estelar acima da densidade mínima.
Crédito: ESO/M. Mattern, P. André et al. Antecedentes: VVV
Obrigado pela sua visita e volte sempre!


Nenhum comentário:
Postar um comentário